"Doa a quem doer", diz Tarcísio sobre operações contra o PCC

12.04.2026

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“Doa a quem doer”, diz Tarcísio sobre operações contra o PCC

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Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 16.04.2024 17:29 comentários
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“Doa a quem doer”, diz Tarcísio sobre operações contra o PCC

Tarcísio disse, durante evento, que as operações contra o crime organizado vão continuar em todo estado de São Paulo

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“Doa a quem doer”, diz Tarcísio sobre operações contra o PCC
Foto: Francisco Cepeda/Gov. SP

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos/foto) anunciou durante um evento realizado nesta terça-feira, 16, que serão realizadas novas operações contra o crime organizado no estado de São Paulo.

A declaração foi feita enquanto comentava uma operação recente que resultou na prisão de 13 pessoas investigadas por supostamente fraudar licitações de câmaras municipais e prefeituras em diferentes regiões do estado. Segundo o Ministério Público do Estado de São Paulo, as empresas envolvidas têm ligações com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

É mais uma operação, acontecerão outras. Outras estão sendo gestadas e esse combate ao crime organizado não vai cessar, doa a quem doer, esteja onde estiver“, disse Tarcísio.

As operações do Ministério Público sempre são realizadas em conjunto com as forças policiais. De acordo com o governador, a Polícia Militar também realiza investigações por meio do seu centro de inteligência, o que traz um alto nível de investigação e interação.

Operação Munditia

A Operação Munditia foi conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Guarulhos. Entre os 13 presos, estão três vereadores. No total, foram expedidos 15 mandados de prisão temporária. Os vereadores Flavio Batista de Souza (Podemos), de Ferraz de Vasconcelos; Luiz Carlos Alves Dias, conhecido como Luizão Arquiteto (MDB), de Santa Isabel; e Ricardo de Oliveira, também conhecido como Ricardo Queixão (PSD), de Cubatão, foram detidos. Além deles, agentes públicos, empresários e um advogado também foram presos. Dois suspeitos ainda estão foragidos.

Um dos presos é o advogado Áureo Tupinambá de Oliveira Fausto Filho, que é um dos defensores do traficante internacional André de Oliveira Macedo, conhecido como André do Rap.

O governador destacou que esse tipo de operação revela a audácia do crime organizado, que está cada vez mais infiltrado no poder político e lavando dinheiro por meio de atividades legítimas. Ele ressaltou que isso representa um grande risco para o Brasil e para o estado, pois prejudica a economia, gera concorrência desleal e mantém as atividades criminosas em funcionamento.

De acordo com a denúncia, o grupo possui contratos vigentes que totalizam mais de R$ 200 milhões.

As empresas investigadas falsificavam competições e fraudavam licitações em prefeituras e câmaras municipais para obter contratos na área de facilities, especialmente para serviços de limpeza e postos de fiscalização nesses locais.

Os contratos sob investigação foram firmados em cidades como Guarulhos, São Paulo, Ferraz de Vasconcelos, Cubatão, Arujá, Santa Isabel, Poá, Jaguariúna, Guarujá, Sorocaba, Buri e Itatiba. Há suspeitas de envolvimento em outros municípios também.

Operações contra o PCC

Na terça-feira, 9, duas empresas de ônibus que atuam no transporte público de São Paulo foram alvo de uma operação do Ministério Público que investiga suspeitas de ligação com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

A operação, denominada Fim da Linha, cumpriu três dos quatro mandados de prisão e realizou 52 mandados de busca e apreensão contra dirigentes das empresas Transwolff e Upbus. Essas empresas são responsáveis pelo transporte de mais de 700 mil passageiros diariamente na capital paulista e receberam mais de R$ 800 milhões em remuneração da Prefeitura de São Paulo em 2023, segundo informações da Promotoria.

A Justiça determinou que a SPTrans, empresa municipal de transporte, assumisse a operação das linhas administradas pelas duas empresas investigadas.

Foram presos Luiz Carlos Efigênio Pacheco, conhecido como Pandora e dono da Transwolff; o sócio Joelson Santos da Silva; e Robson Flares Lopes Pontes, dirigente da empresa. Durante as buscas, Elio Rodrigues dos Santos, secretário da empresa, foi preso em flagrante por porte ilegal de arma.

O quarto alvo da operação, Silvio Luiz Ferreira, conhecido como Cebola e considerado uma liderança do PCC, continua foragido. Em 2022, ele foi apontado como dono de 56 ônibus da UPBus.

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