Disputa por vaga no TCU ganha mais um candidato
Deputado federal Gilson Daniel do Podemos do Espírito Santo registrou sua candidatura no final de fevereiro
A disputa por uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU) ganhou um novo candidato: o deputado federal Gilson Daniel, do Podemos do Espírito Santo.
Ele registrou sua candidatura em 26 de fevereiro deste ano. Além dele, também concorrem à vaga aberta com a aposentadoria compulsória de Aroldo Cedraz os deputados Adriana Ventura (Novo), Odair Cunha (PT-MG), Hugo Leal (PSD-RJ), Helio Lopes (PL-RJ), Elmar Nascimento (União-BA) e Danilo Forte (CE).
Em ofício encaminhado ao presidente da Câmara, Hugo Motta, Gilson Daniel afirma que é formado em Ciências Contábeis, com pós-graduação em Contabilidade Gerencial e mestrado em Finanças.
A disputa por essa vaga no TCU é uma das mais acirradas dos últimos anos, incentivada, principalmente, pelo poder que passou a ficar concentrado nas mãos dos ministros do Tribunal de Contas.
No ano passado, por exemplo, o ministro Jhonatan de Jesus ameaçou suspender o processo de liquidação do Banco Master e instaurar uma investigação mirando o Banco Central.
A disputa pela vaga no TCU
Cabe à Câmara dos Deputados aprovar um nome para indicar ao TCU para a sucessão de Cedraz. Antes da votação no plenário, que será secreta e em turno único (com o mais votado se tornando o indicado), os candidatos passarão por uma sabatina em uma espécie de comissão especial na Casa.
O presidente da Câmara apoia Odair Cunha (PT-MG) na disputa pela vaga no TCU. Isso fez parte do acordo para que o Partido dos Trabalhadores apoiasse a eleição de Motta para a Presidência da Casa em 2025.
Apesar disso, como há uma franca divisão de candidaturas, o acordo de Motta pode cair por terra. Hélio Lopes conta com o apoio de toda a bancada do PL e seu nome foi sugerido pelo próprio ex-presidente Jair Bolsonaro. Por isso, como revelamos, Hugo Leal tenta convencer Lopes a desistir da briga.
A equipe de Leal o vê com um bom desempenho entre os deputados do PP e Republicanos, que é o partido de Motta, e acredita que se conseguir o apoio do PL, atrairá o voto de indecisos das siglas do Centrão.
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