Disputa para o STF: Messias na boca do gol
Presidente da República sinaliza a pessoas próximas que pode fazer a indicação para o lugar de Luís Roberto Barroso já nesta sexta-feira
O presidente Lula sinalizou ao longo desta quinta-feira, 16, a seus ministros e auxiliares que pretende indicar o próximo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) amanhã, sexta-feira.
Apesar do pleito de movimentos sociais e até mesmo de integrantes da Suprema Corte, o favorito ao cargo é Jorge Messias, titular da Advocacia-Geral da União (AGU). O próprio presidente da República indicou a aliados ao longo da semana que Messias será o escolhido.
Messias conta não somente com a simpatia de Lula, mas também teve seu nome endossado por parlamentares evangélicos. Até mesmo integrantes da oposição, que são alinhados ao público evangélico, como Otoni de Paula (MDB-RJ), defenderam uma eventual indicação de Messias.
Durante encontro que o presidente Lula teve nesta quinta-feira com bispo Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus de Madureira, ao lado do deputado federal Cezinha de Madureira (PSD-SP), o presidente Lula ouviu do parlamentar que uma eventual indicação do titular da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) contemplaria “os anseios da população evangélica”.
Conforme apurou O Antagonista, o encontro – que contou com a participação de Messias – não estava previsto na agenda de Lula até a noite desta quarta-feira. Nem mesmo a presença do chefe da AGU estava prevista. Prestes a ser indicado para a vaga do ministro Luís Roberto Barroso, Messias foi aconselhado a não fazer aparições públicas.
Mas, nesta quinta-feira, ele foi fotografado ao lado de Lula, dos Madureiras e da ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Na visão de aliados do presidente da República, a imagem soa da seguinte forma: “Lula escolheu Messias, só falta fazer o anúncio”.
Conforme apurou este portal, a frase de Cezinha de Madureira era tudo o que o petista precisava ouvir antes de anunciar sua escolha. O cálculo político de Lula é claro: ele quer outro nome de confiança no Supremo Tribunal Federal, mas que possa ajudar a reduzir a resistência de Lula junto ao eleitorado evangélico.
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