Dino manda PF investigar “aparente onda de ataques” a imagens religiosas
A determinação foi dada no mesmo processo em que Dino, no último domingo, cassou uma decisão do vice-presidente do TSE, André Mendonça
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira, 30, que a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) investiguem uma “aparente onda de ataques” contra imagens religiosas registrada nos últimos meses em diferentes partes do país.
Segundo Dino, os relatos recebidos pelo STF indicam a possível ocorrência de uma série de crimes. “Temos um quadro bastante grave, em que existem indícios de crimes variados, tais como: ultraje a culto, na modalidade vilipêndio; preconceito religioso; violência contra práticas religiosas; injúria qualificada por elemento religioso; ameaça, furto, dano, incêndio e violação de domicílio”, afirmou.
A determinação foi dada no mesmo processo em que Dino, no último domingo, cassou uma decisão do vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro André Mendonça, relacionada a publicações que associam o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, a um projeto de lei que previa a retirada de Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil.
Após a decisão de Mendonça, Dino afirmou que recebeu, “por vários meios”, informações sobre episódios envolvendo imagens religiosas em diferentes regiões do país. Uma das comunicações foi encaminhada pelo decano do STF, ministro Gilmar Mendes.
Dino determinou que a PF e a PGR apurem os fatos e identifiquem eventuais responsáveis pelos ataques. O ministro classificou o conjunto de informações como um quadro que exige investigação diante dos possíveis crimes apontados.
A decisão ocorre enquanto o TSE analisa, em plenário virtual, o caso envolvendo as publicações relacionadas a Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida.
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