Diante do Alvorada, Bolsonaro ignora recorde de mortes por Covid

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Diante do Alvorada, Bolsonaro ignora recorde de mortes por Covid
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2 minutos de leitura 06.04.2021 21:49 comentários
Brasil

Diante do Alvorada, Bolsonaro ignora recorde de mortes por Covid

Na mesma conversa com apoiadores em que disse que "acabava com o coronavírus" com os recursos que eram destinados à Globo, Jair Bolsonaro ignorou o recorde de mortes por Covid nesta terça-feira no Brasil —4.211 óbitos, segundo os dados do consórcio da imprensa...

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Diante do Alvorada, Bolsonaro ignora recorde de mortes por Covid
Foto: Alan Santos/PR

Na mesma conversa com apoiadores em que disse que “acabava com o coronavírus” com os recursos que eram destinados à Globo, Jair Bolsonaro ignorou o recorde de mortes por Covid nesta terça-feira no Brasil —4.211 óbitos, segundo os dados do consórcio da imprensa.

Em vídeo da conversa de Bolsonaro na frente do Palácio da Alvorada, publicado por um canal de internet simpático ao sociopata, é possível ouvir uma mulher não identificada: “Hoje, mais de 4.000 morreram aqui no Brasil. Você viu isso?”.

O presidente não respondeu e continuou criticando as medidas restritivas de estados e municípios: “Você vê: o povo perdendo emprego, nenhum sindicato fala nada contra isso daí”.

A mulher insistiu. “Hoje foram mais de 4.000”. E Bolsonaro continuou ignorando: “Você pode ver, até um ano e pouco atrás, um policial batia num bandido. Toda a esquerda ia contra. Agora, está o cidadão de bem…”, afirmou, sem completar a frase.

A única referência do presidente às mortes por Covid foi para provocar o inimigo João Doria: “Qual o estado que mais fecha? São Paulo. Qual que tem mais números de mortes, mesmo proporcionais? São Paulo”.

Bolsonaro também ironizou o fato de ser chamado de genocida por críticos.

“O pessoal entrou naquela pilha de homofóbico, racista, fascista, torturador… agora… Agora é o quê? Agora eu sou… que mata muita gente, como é que é o nome? Genocida. Agora eu sou genocida”, disse o presidente, sorrindo. “Do que [é] que eu não sou culpado aqui no Brasil?”

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