“Dia histórico, mas infeliz”, diz PSDB sobre condenação de Bolsonaro
Em nota, Perillo defendeu que o respeito ao Estado democrático de Direito deve ser prioridade absoluta, “por mais duro que seja”
A executiva nacional do PSDB afirmou em nota oficial que a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado marca um “dia histórico, mas não feliz” para o Brasil.
Em nota, o presidente da sigla, Marconi Perillo, defendeu que o respeito ao Estado democrático de Direito e às instituições deve ser prioridade absoluta, “por mais duro que seja” o momento político.
O tucano ressaltou que, desde a redemocratização, cinco presidentes foram eleitos em nove eleições diretas. Segundo ele, apenas Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, não sofreu condenação, prisão ou impeachment. “Este não é um fato a se comemorar”, disse, mas destacou que a social-democracia tucana representa um fator de estabilidade no cenário político nacional.
Perillo atribuiu a condenação de Bolsonaro ao que chamou de radicalismo e extremismo, que, segundo ele, levam a “situações desagradáveis como a condenação criminal de um ex-presidente pela Suprema Corte do país”.
O presidente do PSDB defendeu que o Brasil precisa “retomar o caminho da estabilidade política”. Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por cinco crimes, entre os quais golpe de estado e tentativa de abolição violenta ao Estado Democrático de Direito.
Leia na íntegra a nota do presidente do PSDB sobre a condenação de Bolsonaro:
Hoje é um dia histórico para o Brasil. Mas não é um dia feliz. Mais um ex-presidente da República foi condenado, desta vez por tentativa de golpe de Estado. O respeito ao Estado Democrático de Direito, à democracia constitucional e ao funcionamento legítimo das instituições, por mais duro que seja, deve ser prioridade absoluta para o país.
Desde a redemocratização, após uma longa e sombria ditadura, o Brasil teve cinco presidentes eleitos em nove eleições diferentes. Apenas um desses eleitos, Fernando Henrique Cardoso, não foi condenado, preso ou deposto por impeachment. Este não é um fato a se comemorar. No entanto, é relevante a constatação de que há um fator de estabilidade na política brasileira: a social-democracia, representada pelo PSDB.
O radicalismo e o extremismo levam a situações desagradáveis como a condenação criminal de um ex-presidente da República pela suprema corte do país. Mais do que nunca está claro que, incontestavelmente, o Brasil precisa retomar o caminho da estabilidade política.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)