Daniel Vorcaro, dono do Master, é solto pela Justiça
Desembargadora troca prisão por tornozeleira eletrônica e proibição de manter contato com outros investigados
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e principal nome em uma investigação sobre fraudes financeiras, obteve a revogação de sua prisão. A decisão foi proferida nesta sexta-feira, 28, pela desembargadora Solange Salgado, integrante do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). A magistrada optou por substituir a custódia por um conjunto de medidas cautelares diversas da prisão.
O executivo será obrigado a usar tornozeleira eletrônica e está proibido de manter qualquer tipo de contato com outros alvos da investigação, além de não poder se ausentar do município onde reside. Vorcaro havia sido detido pela Polícia Federal no dia 18, no aeroporto de Guarulhos.
Decisão favorece outros envolvidos
A determinação de revogar a prisão e implementar medidas cautelares foi estendida a outros investigados no mesmo caso. Entre os beneficiados pela mudança estão o ex-CEO e sócio do Master, Augusto Ferreira Lima, e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, também sócio da instituição. O diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia do Master, Luiz Antônio Bull, também foi liberado, assim como Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria.
De acordo com a desembargadora, “não mais subsistem os requisitos para a manutenção da medida cautelar pessoal extrema, sendo atualmente cabível a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares diversas”.
Apesar de reconhecer a “gravidade dos fatos e o vultoso montante financeiro envolvido”, o conjunto de medidas alternativas foi visto como adequado. Tais medidas têm base nos artigos 319 e 320 do Código de Processo Penal (CPP).
Segundo o entendimento da Justiça, as restrições são suficientes para “acautelar o meio social, prevenir eventual reiteração delitiva, garantir a ordem econômica, garantir o regular prosseguimento da persecução penal e coibir o risco de fuga”.
Vorcaro e a fraude no Banco Master
Daniel Vorcaro é apontado como o principal alvo da apuração que investiga uma suposta organização criminosa. O grupo seria responsável por ter promovido fraudes financeiras com um prejuízo estimado em pelo menos R$ 10 bilhões. O foco da investigação está na venda de créditos supostamente falsos realizada pelo Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).
Na semana anterior à revogação da prisão, a Justiça Federal do Distrito Federal havia ordenado as detenções, indicando indícios substanciais. A análise apontava para a existência de uma estrutura criminosa com divisão de tarefas entre os membros envolvidos.
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Comentários (10)
Rosa
29.11.2025 13:20E eu achava que México, Venezuela, Bolívia é que eram países corruptos em que o judiciário era comprável, que ingênua!!
Márcio Roberto Jorcovix
29.11.2025 09:07Poderiam pelo menos esperar um pouco mais para não de tanta bandeira. Impressionante a velocidade com que são julgados os recursos de quem tem dinheiro. Definitivamente é o fim do judiciário brasileiro. Algo precisa ser feito pelos Congressistas e aí é que mora o problema. Outra cambada de vagabundo.
Marcia Elizabeth Brunetti
29.11.2025 07:57E os patroitarios? Como ficam? Será que aquelas tiazinhas do zap teriam condições de fugir do pais ? Sinceramente , não gosto do Bozo e nem gosto de balbúrdia, mas está claro que existe preferências dos juízes por agradar o Nine.
VITOR CARLOS MARCATI
29.11.2025 07:27Surpresa zero
Fabio B
29.11.2025 02:05Proibição de contato até com as piranhas?
Annie
28.11.2025 23:14Batom
Annie
28.11.2025 23:13Grave mesmo é escrever Perdeu Mané em uma estátua com
Claudemir Silvestre
28.11.2025 22:34Corrupção no Brasil definitivamente compensa !! Essa é a mensagem que a nossa “justiça” passa para a sociedade !!
Sandra
28.11.2025 22:33Dá vergonha da justiça brasileira, não vai demorar muito e todos eles fogem pra outro país
Andre Luis Dos Santos
28.11.2025 22:14Alguém surpreso?