CVM promete relatório em três semanas sobre caso Master
Segundo comissão, iniciativa busca “prestar contas à sociedade”
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) criou um grupo de trabalho para analisar documentos do Banco Master e da gestora Reag após a liquidação da instituição financeira, ocorrida em novembro, em meio a suspeitas de uma fraude estimada em ao menos R$ 12 bilhões. A autarquia promete apresentar conclusões em até três semanas.
O grupo foi aprovado pelo Comitê de Gestão de Riscos (CGR) da CVM e começará a atuar em 9 de fevereiro
Segundo a comissão, a iniciativa busca “prestar contas à sociedade” e avaliar aspectos de governança das empresas envolvidas, além de possíveis falhas regulatórias.
Antes da criação do grupo, o CGR informou ter acessado dados sobre a atuação das áreas internas de supervisão, fiscalização e acusação, incluindo a abertura de procedimentos ao longo dos últimos anos, comunicações a outros órgãos públicos e o andamento de inquéritos relacionados ao caso.
Ao fim dos trabalhos, será elaborado um relatório para apreciação e deliberação do comitê.
A CVM afirma que manterá o público informado sobre eventuais medidas institucionais decorrentes da análise.
Em nota, a CVM disse que a criação do grupo de trabalho faz parte de seus mecanismos regulares de governança e gestão de riscos.
“A deliberação insere-se nos mecanismos regulares de governança e gestão de riscos da CVM, e visa a dar continuidade ao acompanhamento pelo Comitê sobre o tema”, afirmou a autarquia.
CPMI do Banco Master
A oposição ao governo Lula protocolou na última terça-feira, 3, um pedido de instalação de CPI mista para investigar o Banco Master.
O requerimento foi assinado por diferentes parlamentares do PL, União Brasil, PP, Republicanos e outras siglas. A iniciativa é do deputado Carlos Jordy (PL-RJ).
O requerimento aponta suspeitas de fraudes financeiras estimadas em mais de R$ 12,2 bilhões, citando investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero.
Segundo o pedido, o esquema envolveria a criação de fundos inexistentes, falsificação de contratos, manipulação contábil e ocultação de um rombo bilionário.
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