Crusoé: Sidônio entra na mira da Câmara por repasses a mídia alinhada ao Planalto
Veículos de mídia alinhados ao PT voltaram a receber verbas publicitárias de bancos estatais durante o terceiro mandato do governo Lula
O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) apresentou um pedido de convocação do ministro da Secom, Sidônio Palmeira (foto, ao lado de Lula), para que ele explique os motivos pelos quais estatais como Caixa e Banco do Brasil voltaram a investir em veículos alinhados ao Palácio do Planalto.
Segundo o que revelou a Folha de S. Paulo nesta quinta-feira, veículos de mídia alinhados ao PT voltaram a receber verbas publicitárias durante o terceiro mandato do governo Lula. Sites como Brasil 247, Opera Mundi, DCM, GGN e revista Carta Capital estavam de fora dos planos de mídia dos dois bancos públicos desde meados de 2016, quando ocorreu o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
“Os bancos anunciavam nesses veículos em governos anteriores do PT, mas haviam interrompido as contratações na gestão de Michel Temer (MDB), situação que se manteve com Jair Bolsonaro (PL)”, informou a Folha. Os valores dos aportes não foram divulgados pelos bancos.
Agora, Gayer quer ouvir o ministro para saber se houve algum tipo de favorecimento ilícito à mídia alinhada ao Planalto.
“É com grande apreensão que acompanhamos as recentes notícias de que, após o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cinco veículos de comunicação claramente alinhados ao Partido dos Trabalhadores (PT), voltaram a receber verbas publicitárias substanciais de duas das maiores instituições financeiras públicas do país: o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal”, disse o parlamentar no pedido de convocação.
“Este fato desperta sérias preocupações sobre a transparência e a imparcialidade no uso de recursos públicos, especialmente em um momento de extrema polarização política no Brasil”, acrescenta ele.
“Os bancos decidem apenas quanto vão alocar em cada site, jornal e revista”, reitera o parlamentar.
“Tendo em vista que o financiamento dessas campanhas publicitárias é realizado com verbas provenientes do erário, é imprescindível que o governo federal forneça explicações claras sobre os critérios adotados para a escolha dos veículos beneficiados e sobre o impacto da destinação dessas verbas na pluralidade e imparcialidade da mídia no Brasil”, acrescentou Gayer.
Para virar uma convocação de fato, o pedido…
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