Crusoé: Por que a TI Brasil ainda confia em Fachin
Em artigo, o diretor-executivo da organização, Bruno Brandão, disse que Fachin "sabe bem que a maior ameaça hoje ao Supremo está dentro do tribunal"
O diretor-executivo da Transparência Internacional Brasil, Bruno Brandão, afirmou que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin (foto), apesar de sua nota “criticável” pela defesa do “indefensável” Dias Toffoli, é o ministro “de quem ainda se pode esperar alguma liderança transformadora”.
Em artigo publicado no site Amado Mundo nesta segunda-feira, 26, Brandão lembrou que Fachin “nunca foi ao Gilmarpalooza”, desaprova “o juiz fonte, o juiz parente, o juiz vingador”.
“Fachin jamais diria em nota, mas sabe bem que a maior ameaça hoje ao Supremo está dentro do tribunal. As maiores ameaças ao Sistema de Justiça estão dentro dos tribunais, no Brasil inteiro. Não é por outra razão que, em um dos seus primeiros atos no CNJ, instalou um Observatório de Transparência e Integridade no Poder Judiciário e está promovendo a adoção de um Código de Ética no STF. Medidas acanhadas para o tamanho do buraco, mas são sinalizações importantes – que já estão sendo sabotadas por seus vários adversários”, disse o diretor-executivo da TI Brasil.
“Se não disse que o maior perigo é o inimigo interno, não está errado em alertar sobre os inimigos externos. Em meio à legítima crítica, indignada, da sociedade contra a desonestidade, os privilégios e abuso de poder dos magistrados, estão também forças oportunistas, corruptas e autoritárias, à espreita da desmoralização – e enfraquecimento – do Poder Judiciário”, acrescentou.
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Impeachment de ministros do STF
Brandão questionou quais ministros do STF têm mais chances de sofrer um impeachment.
“Aqueles que agraciaram o mundo político e empresarial com impunidade generalizada e que articulam diariamente nos corredores do poder? Ou aqueles que estiverem enfrentando a farra das emendas, a farra do INSS, a farra dos CDBs e que não transitam no meio político-empresarial, não vão ao Gilmarpalooza?”
O diretor da TI Brasil afirmou que a imprensa deve continuar investigando e a sociedade protestando, atenta “aos arquitetos do caos, ao oportunismo disfarçado de indignação”.
“Nada é tão ruim que não possa piorar”…
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