Crusoé: Alckmin sofreria até numa disputa contra Nunes em SP
Números do instituto Paraná Pesquisas indicam fraqueza do vice-presidente da República no estado que governou por quatro vezes
Geraldo Alckmin (PSB, foto) passou por uma reviravolta na carreira ao trocar o PSDB pelo PSB e virar vice-presidente de Lula.
Mais do que mudar de lado, o vice-presidente adotou um tom subserviente e bajulador em relação ao petista, que o ex-tucano se acostumou a ojerizar em campanhas eleitorais passadas.
A aposta na sobrevivência política cobrou seu preço, e hoje o homem que governou São Paulo por quatro vezes aparece como um candidato fraco no estado mais rico do país, empatado até com o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), como mostra levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quarta-feira, 10.
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O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece como favorito mais uma vez, tanto numa disputa de primeiro turno contra Alckmin (46,6% a 26,1%), quanto contra o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (48,4% a 25,5%).
Nesses dois cenários, a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), o ex-prefeito de Santo Andre Paulo Serra (PSDB) e o ex-candidato à Presidência Felipe D’Avila (Novo) fazem figuração, com taxas de intenção devoto inexpressivas.
Nunes
O prefeito paulistano aparece mais uma vez como o favorito na hipótese de Tarcísio optar pela disputa presidencial, e marca 34,2% contra 17,4% do ministro Márcio França (PSB), 14,2% de Hilton, 7,7% de Serra e 3,9% de D’Ávila.
A Paraná Pesquisas não testou cenários de primeiro turno com Nunes e Alckmin, mas, num possível segundo turno, o prefeito aparece com 43,9%, um ponto à frente de Alckmin (42,9%), o que configura empate técnico.
A pesquisa em margem de erro de 2,4 pontos percentuais e ouviu 1680 eleitores em 85 municípios paulistas de 4 a 8 de dezembro.
Alckmin só aparece bem no cenário de disputa de segundo turno contra o vice-governador Felicio Ramuth (PSD), com 50,8% a 18,6%.
Senado
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