Crusoé: Advogado de Bolsonaro atribui queda em visitas a “limitação imposta”
João Henrique de Freitas disse que o interesse no ex-presidente da República "não diminuiu", ao reagir a reportagem de Crusoé
Um dos advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), João Henrique de Freitas, disse nesta terça-feira, 11, que o interesse no político “não diminuiu” e que a queda no número de visitas a Bolsonaro se deve a uma “limitação imposta“ pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A manifestação de Freitas ocorreu em reação à reportagem de Crusoé que mostra que os pedidos de autorização para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a prisão domiciliar despencaram desde o início de agosto.
Conforme levantamento feito por Crusoé no sistema do Supremo Tribunal Federal (STF), na última semana foram protocoladas 11 solicitações ao ministro Alexandre de Moraes, 56% menos que na primeira semana de cumprimento da prisão, quando houve 25.
Além disso, segundo levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo, foram 123 pedidos nos primeiros 30 dias, mas, nos últimos 30 dias, a quantidade caiu para 32. Uma redução de 74%.
“O interesse em Jair Bolsonaro não diminuiu em nenhum momento. Como seu advogado e Assessor Especial, recebo diariamente mais de 10 pedidos de visita. Acontece que Em o min. Alexandre autoriza apenas 1 visita por dia e já negou ou ignorou vários pedidos”, escreveu Freitas, no X.
“Antes da PRISÃO domiciliar, o Pr JB recebia 60 a 70 pessoas por dia em seu gabinete, ultrapassando 100 em pelo menos duas ocasiões.
A queda nos protocolos NÃO é escolha: É LIMITAÇÃO IMPOSTA JUDICIALMENTE! A narrativa da mídia é desonesta e tenta fabricar um desinteresse que não existe”, acrescentou.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto, em Brasília. Moraes decretou a prisão diante do descumprimento de medidas cautelares impostas pelo STF.
Segundo o ministro, houve a publicação nas redes sociais de falas feitas por Bolsonaro, pelo telefone, durante manifestações realizadas em 3 de agosto. O conteúdo foi publicado por apoiadores, incluindo filhos do ex-presidente. Em sua decisão, o magistrado salientou que as divulgações nas redes sociais demonstraram que houve a continuidade da tentativa de coagir…
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