CPMI do INSS retoma oitivas com Leila Pereira e presidente da Dataprev
Comissão busca esclarecimentos sobre consignados, segurança de dados e contratos ligados à Previdência
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS terá, nesta segunda-feira, 9, uma nova rodada de depoimentos com foco na atuação de instituições financeiras e na estrutura tecnológica que sustenta o pagamento de benefícios previdenciários. O principal destaque da sessão é a convocação da empresária Leila Pereira, presidente do banco Crefisa. A audiência também prevê a oitiva do presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção, e do CEO do C6 Consignado, Artur Ildefonso Brotto Azevedo.
Leila Pereira foi convocada para explicar a atuação da Crefisa na operação de pagamento de benefícios do INSS. A instituição financeira venceu o pregão responsável pela escolha de bancos que passaram a pagar novos benefícios previdenciários, o que ampliou sua presença na relação com segurados do instituto.
A empresa também esteve envolvida em operações de crédito consignado para aposentados e pensionistas, modalidade investigada pela CPMI após relatos de irregularidades e reclamações de beneficiários.
Crefisa
“A Crefisa assumiu papel central ao se tornar a maior vencedora do pregão que definiu o pagamento de novos benefícios, concentrando boa parte de toda a operação. A gravidade dos problemas relatados foi suficiente para levar o próprio INSS a adotar medida excepcional: suspensão cautelar do contrato para novos pagamentos, motivada por reclamações reiteradas de beneficiários e por comunicações encaminhadas por diferentes canais e instituições“, relata a convoção do senado.
Outro foco da sessão será a Dataprev, estatal responsável pelo processamento dos dados da Previdência Social. A empresa administra sistemas que controlam concessão de benefícios, pagamentos e cadastros de aposentados e pensionistas.
“Nos últimos anos, a empresa passou a ser alvo de questionamentos relacionados a falhas operacionais e, sobretudo, a vulnerabilidades na área de segurança cibernética. Em 2025, veio a público a informação de que o Tribunal de Contas da União havia identificado, e a própria Dataprev reconhecido, o vazamento de mais de quatrocentas senhas de sistemas internos, o que expôs dados sensíveis e ampliou significativamente o risco de acessos indevidos a benefícios“, argumenta o documento.
Também está prevista a oitiva do CEO do C6 Consignado, Artur Azevedo, instituição que atua no mercado de crédito consignado voltado a segurados do INSS. A convocação aponta a “identificação de 324 mil contratos com cobrança associada de “clube de benefício”, com valor de até R$ 500″ prática considerada irregular e caracterizada como “venda casada”. A reunião está agenda para às 16h, no Plenário nº 2, da Ala Nilo Coelho.
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