Correios atenderão vítimas das fraudes no INSS
Apesar da opção, o governo orienta que o atendimento presencial seja buscado apenas em último caso
O governo federal anunciou nesta quinta-feira, 22, que aposentados e pensionistas vítimas de fraudes e descontos indevidos no INSS poderão receber atendimento presencial em agências dos Correios a partir de 30 de maio.
A medida busca atender principalmente beneficiários com dificuldade de acesso à internet ou ao atendimento telefônico. Ao todo, 4.730 agências em 73% dos municípios brasileiros participarão da iniciativa
Apesar da nova opção, o governo orienta que o atendimento presencial seja buscado apenas em último caso. O serviço continua disponível pelos canais digitais — o aplicativo Meu INSS e o telefone 135 —, que já concentram 98% dos pedidos de contestação e ressarcimento.
O que será oferecido nas agências?
Segundo a diretora de Governança e Estratégia dos Correios, Juliana Agatte, os funcionários, treinados para a função, poderão:
- verificar se houve desconto mensal no benefício e identificar a entidade responsável;
- registrar pedidos de informações adicionais;
- comunicar ao beneficiário o retorno do INSS e agendar nova visita;
- orientar sobre como fazer a contestação e solicitar ressarcimento.
A lista das agências habilitadas estará disponível nos sites dos Correios e do INSS, além do telefone 135. Unidades sem o serviço informarão qual é a agência mais próxima com atendimento.
Números da fraude
Segundo o governo, mais de 11 milhões de pessoas já consultaram o aplicativo ou site do INSS para verificar se sofreram descontos indevidos.
Dessas, 5,3 milhões identificaram algum tipo de desconto associativo, e 1,9 milhão já registraram pedidos de ressarcimento. Outros 1,8 milhão informaram que não autorizaram os descontos.
A fraude no INSS foi revelada pelo repórter Luiz Vassalo, cujas reportagens geraram investigações de auditores concursados da Controladoria-Geral da União (CGU) e agentes da Polícia Federal (PF).
Os casos surgiram em 2019, sob o governo de Jair Bolsonaro, e aumentaram exponencialmente quatro anos depois, sob o governo Lula. No total, 6 milhões de pessoas vinham sendo descontadas mensalmente em seu salário de aposentadoria, a maioria sem consentimento, comprometendo ao todo R$ 6,3 bilhões. Os descontos só foram alegadamente suspensos em abril de 2025.
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Comentários (1)
Fabio B
22.05.2025 14:32Eu teria receio de levar outro golpe dos correios.