COP30 aprova acordo climático sem plano de saída de energias fósseis
A carta final aprovada por unanimidade no evento realizado em Belém não menciona de forma explícita combustíveis fósseis
A sessão plenária da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) aprovou neste sábado, 22, por unanimidade, a carta final do evento, denominada “Mutirão Global“. Os cerca de 200 países participantes da COP30 chegaram a um acordo depois de duas semanas de negociações.
O texto aprovado não menciona de forma explícita combustíveis fósseis, como o petróleo, e não traz um roteiro sobre fósseis e desmatamento, que havia sido defendido pelo presidente Lula (PT) e mais de 80 países.
Por outro lado, traz novas oportunidades para discussão sobre a redução das emissões de gases de efeito estufa, propõe triplicar o financiamento para adaptação para 120 bilhões de dólares até 2035 e inclui novos processos para acelerar a transição energética, como o Acelerador Global de Implementação e a Missão Belém para 1,5.
A COP30 foi realizada em Belém, no Pará. Lula elogiou o acordo alcançado. “Na COP da Verdade, a ciência prevaleceu. O multilateralismo venceu”, pontuou o petista, na cúpula do G20 em Joanesburgo, na África do Sul. Ainda de acordo com Lula, no ano em que o planeta ultrapassou pela primeira vez o limite de 1,5 graus acima dos níveis pré-industriais, “a comunidade internacional enfrentou uma escolha: continuar ou se render”. “Escolhemos a primeira opção”.
A União Europeia fez pressão por uma ambição maior em relação à eliminação gradual dos combustíveis fósseis. Porém, acabou concordando que a meta não fosse incluída no acordo.
O diplomata brasileiro que presidiu a COP30, André Correa do Lago, bateu o martelo para sinalizar a aprovação consensual do acordo.
A presidência brasileira do evento anunciou neste sábado ainda que tem a intenção de lançar um futuro “roteiro” para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis e um segundo roteiro contra o desmatamento, para os países participantes. “Sabemos que alguns de vocês tinham ambições maiores; eu sei que a sociedade civil exigirá que façamos mais para combater as mudanças climáticas. Quero reiterar que tentarei não decepcioná-los durante minha presidência”, disse André Correa do Lago.
“Criarei dois roteiros: um para deter e reverter o desmatamento e outro para a transição de forma justa e ordenada. Eles serão baseados na ciência e inclusivos, no espírito da mudança”, pontuou.
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Comentários (1)
Claudemir Silvestre
22.11.2025 19:04Como sempre … gasto de dinheiro publico para NADA !! Só perda de tempo !!!