Como identificar um site clonado de leilão de carros antes do PIX e evitar perder tudo por pressa
Se está barato demais, é alerta
Carro “imperdível” por metade do preço, contagem regressiva na tela e a sensação de que você achou a chance do ano. É exatamente assim que o golpe do falso leilão costuma fisgar vítimas: com aparência profissional e pressão para decidir rápido. O problema é que, quando o dinheiro sai da sua conta, o site some, o contato desaparece e a suposta oportunidade vira prejuízo real.
Como funciona o golpe do falso leilão de carros na prática?
O esquema normalmente começa com anúncios chamativos em redes sociais, grupos de ofertas e até mensagens diretas. A promessa gira em torno de um leilão de carros “encerrando hoje”, com veículos populares, SUVs e picapes em valores muito abaixo do padrão. Para aumentar a credibilidade, os criminosos montam um site visualmente convincente, com fotos reais e textos que parecem oficiais.
O truque mais comum é usar um site clonado de uma leiloeira legítima. Eles copiam páginas, logotipos, números e até dados de contato, criando uma sensação de segurança. Quando você tenta “arrematar”, o processo flui rápido demais, como se o sistema estivesse pronto para te empurrar para a etapa mais perigosa: pagar.

Quais sinais mostram que o leilão é falso antes do pagamento?
O golpe funciona porque mistura urgência com plausibilidade. Só que quase sempre existem pistas. O primeiro alerta é o preço incompatível com o mercado, principalmente quando a justificativa é vaga, do tipo “lote especial” ou “queima de estoque”. Outro sinal clássico aparece na parte de dados: eles exibem um CNPJ real, mas não necessariamente pertencente ao site que você está acessando.
Também é comum o endereço ser verdadeiro, porém sem ligação com a operação. E quando você tenta confirmar por canais confiáveis, o atendimento é evasivo, pressiona por pagamento e evita contrato formal. O objetivo é te manter no clima de “última chance”.
Por que tanta gente cai quando o preço está muito abaixo da Tabela Fipe?
O golpe é desenhado para desligar o senso crítico. Primeiro vem a escassez: “últimas horas”. Depois, a comparação automática com a Tabela Fipe, que faz o desconto parecer irresistível. Por fim, a pressa: “tem mais interessados”. Esse trio cria uma urgência emocional que acelera a decisão e diminui a checagem.
Outro detalhe é que o ambiente parece “oficial” e organizado. Quando você está animado com a vantagem, qualquer confirmação visual vira prova de autenticidade. E é justamente nesse ponto que a conversa costuma migrar para o pagamento antecipado.
O Felipe Carvalho, em seu canal do YouTube, conta um caso onde ele salvou um amigo de cair em um golpe do leilão falso, dando algumas dicas para que fiquemos atentos:
Como se proteger do golpe do falso leilão sem virar especialista?
Você não precisa saber tudo sobre leilões para se proteger. Precisa de um roteiro simples e repetível, principalmente antes de transferir qualquer valor. A regra de ouro é confirmar a origem por conta própria, sem clicar em link recebido, e desconfiar de qualquer mudança de dados no último minuto.
Antes de pagar, siga este checklist rápido para reduzir o risco de cair em fraude:
- Digite o endereço do site no navegador e procure a leiloeira em canais confiáveis para confirmar o endereço “oficial”.
- Verifique se o pagamento está sendo solicitado via PIX para conta que realmente pertence à empresa.
- Desconfie se pedirem transferência bancária para pessoa física ou para empresa “desconhecida”.
- Observe se o site tem cara de novo e sinais de domínio recente, com pouca presença consistente fora dos anúncios.
- Exija regras claras de arremate, contrato e confirmação por canal oficial da leiloeira oficial.
O que fazer se você caiu no golpe e já pagou?
Se você já transferiu, o mais importante é agir rápido. Registre um boletim de ocorrência imediatamente, reúna prints do anúncio, conversas, comprovantes e dados da conta de destino. Em seguida, avise seu banco o quanto antes para tentar bloqueio ou rastreio, mesmo que não haja garantia de recuperação total.
Evite continuar conversando com o golpista para “negociar devolução”. Isso costuma prolongar a fraude e gerar novos pedidos de pagamento. Foque em documentação, comunicação com o banco e registro formal, porque velocidade aumenta suas chances de conter o dano.
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