Ciro nega intenção de se candidatar à Presidência
"Não quero mais importunar os eleitores”, disse o ex-governador do Ceará
O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), afirmou na quinta-feira, 18, que não será candidato à Presidência da Republica em 2026.
“Não quero mais ser candidato, não. Não quero mais importunar os eleitores”, disse em entrevista à rádio Itatiaia.
Ciro também comentou sobre as dificuldades de encontrar um nome com real capacidade de enfrentar os desafios do país.
“Cada vez que me candidatei, eu tinha capacidade, sabia que dava conta de resolver o problema. Hoje, tenho dúvidas se alguém tem capacidade de resolver o tamanho do abacaxi que essa maluquice de Lula e Bolsonaro produziu no País”, afirmou.
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Tentativas
O ex-governador foi candidato à presidência em quatro eleições.
Em 1998 e em 2002, disputou pelo PPS, conquistando 10,9% e 11,9% dos votos, respectivamente.
Já na eleição de 2018, pelo o PDT, alcançou 12,4% do eleitorado, ficando em terceiro lugar.
Na eleição de 2022, teve uma queda significativa no desempenho: recebeu apenas 3% dos votos, ficando atrás de Lula (PT), Jair Bolsonaro (PL) e Simone Tebet (MDB).
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Justiça nega pedido de prisão
A Justiça Eleitoral do Ceará rejeitou na segunda-feira, 15, um pedido de prisão preventiva do ex-governador.
Ciro foi acusado de violência de gênero contra a prefeita de Crateús, Janaína Faria (PT).
Na decisão, o juiz Victor Nunes Barroso, da 115ª Zona Eleitoral de Fortaleza, considerou que não houve configuração de violência de gênero, mas sim um “debate político sobre escolhas feitas no Ceará“.
O magistrado, porém, impôs uma medida cautelar que proíbe Ciro de fazer qualquer menção ofensiva ou injuriosa à prefeita. Em caso de descumprimento, ele poderá ser multado em R$ 10 mil por manifestação.
Ofensa
Ciro Gomes insinuou que a prefeita teria recrutado “moças pobres de boa aparência para fazer o serviço sexual sujo do senhor Camilo Santana“.
O comentário foi feito em agosto, durante o aniversário do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (União Brasil).
Com isso, a Advocacia do Senado Federal protocolou um pedido de prisão contra o ex-governador.
Janaína Farias, atualmente prefeita de Crateús, cidade de cerca de 75 mil habitantes no semiárido cearense, é aliada próxima do ministro da Educação, Camilo Santana (PT).
Ela foi assessora especial no governo do Ceará, segunda suplente de Camilo no Senado, e chegou a assumir temporariamente o mandato em 2024, antes de ser eleita prefeita.
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