Ceciliano rebate Paes e nega articulação para eleição indireta: “Fala nervosinha”
Secretário criticou "neutralidade" do prefeito da capital e questionou alianças com bolsonarismo
André Ceciliano (PT), secretário de assuntos legislativos do Palácio do Planalto, rebateu as declarações do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), de que ele estaria articulando uma candidatura para a eleição indireta ao governo do estado, diante da iminente desincompatibilização do governador Cláudio Castro (PL), que pretende disputar o Senado.
Paes afirmou que Ceciliano representa “a mesma coisa” que o ex-presidente da Assembleia Legislativa Rodrigo Bacellar (União), preso por suposto vazamento de informações de uma operação policial e afastado do cargo.
Ceciliano classificou a declaração como uma “fala nervosinha”.
“Em nenhum momento coloquei meu nome como candidato a coisa alguma em 2026, a não ser a deputado estadual, mas percebo na fala nervosinha do prefeito que ele está dando uma importância a mim maior do que eu imaginava, e isso me deixa sinceramente lisonjeado.
Tenho sido procurado por deputados de diferentes matizes ideológicas sobre a possibilidade de disputar essa eleição indireta, mas já disse que esse projeto só fará sentido se, de alguma forma, isso vier a contribuir para a reeleição do presidente Lula no Rio, que precisa de um palanque no estado berço do bolsonarismo.”
Ceciliano afirmou que Paes e seus aliados já deram indícios de que “pretendem se manter neutros em relação à eleição presidencial e já estão se aliando a nomes do bolsonarismo no estado, como o pastor Silas Malafaia e o governador Cláudio Castro”.
“É chegada a hora de o prefeito se manifestar publicamente se será, de fato, um aliado do presidente nas eleições deste ano ou agirá de acordo com a sua fama de político que só pensa em si, sem palavra e que não tem gratidão por aqueles que um dia o ajudaram quando ele mais precisou.”
Nesta segunda, 19, Paes reiterou apoio a Lula, mas deixou claro que não pretende nacionalizar a campanha.
“O padrinho da candidatura do André Ceciliano é o Bacellar. Ceciliano e Bacellar são a mesma coisa. E não serei refém do mesmo grupo do qual o governador Cláudio Castro é refém”, afirmou o prefeito.
Eleição indireta
O Rio está sem governador desde que Thiago Pampolha (MDB), então vice de Castro, assumiu uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Com a possível saída de Castro no início de abril, a Assembleia Legislativa terá de eleger, de forma indireta, um nome para comandar o Palácio Guanabara até o fim do ano.
A votação deve ocorrer por volta do meio do ano.
Rodrigo Bacellar foi preso e afastado do comando da Alerj sob suspeita de ter vazado informações ao deputado TH Joias sobre uma investigação que apura sua ligação com o Comando Vermelho.
Eduardo Paes afirmou que não será candidato na eleição indireta. Seu foco, segundo ele, está nas eleições de outubro.
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