Caso Master: Mendonça convoca nova reunião com a PF
Ministro do STF deve discutir andamento das investigações e próximos passos
O ministro André Mendonça (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), convocou uma nova reunião com delegados da Polícia Federal (PF) para a próxima segunda-feira, 23, para tratar dos inquéritos do Banco Master. O encontro terá como objetivo discutir os próximos passos dos investigadores.
Mendonça já havia se reunido com delegados em 13 de fevereiro para se atualizar sobre a apuração.
Na última quinta-feira, o magistrado restabeleceu o “fluxo ordinário” de perícias ao revogar a limitação que restringia o acesso de peritos aos materiais apreendidos, incluindo o celular de Daniel Vorcaro.
Ele também reduziu o grau de sigilo do inquérito na Corte. A PF informou que ainda há cerca de 100 aparelhos telefônicos pendentes de análise.
O primeiro inquérito em fase avançada trata da tentativa de compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília) e deve ser concluído nas próximas semanas.
Outras investigações, como a segunda fase da operação Compliance Zero, ainda estão em estágio inicial e envolvem suspeitas de fraudes por meio de fundos de investimento e o uso de influenciadores para ataques a autoridades.
Os próximos passos da PF incluem a coleta de depoimentos de investigados ainda não ouvidos e a análise detalhada dos materiais apreendidos.
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Mendonça assume inquérito do Master
André Mendonça foi sorteado na última quinta-feira, 12, como novo relator do inquérito que investiga suspeitas de fraudes e irregularidades envolvendo o Banco Master.
A redistribuição ocorreu após o ministro Dias Toffoli pedir para deixar a condução do caso no mesmo dia, depois de reunião convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin.
Toffoli estava à frente da investigação desde novembro de 2025.
A saída foi motivada por relatório da Polícia Federal que apontou menções ao ministro em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do banco.
O conteúdo dessas mensagens permanece sob segredo de Justiça.
A reunião entre os ministros da Corte durou cerca de três horas e teve como objetivo apresentar formalmente o relatório da PF e discutir os desdobramentos institucionais do caso.
Durante o encontro, Toffoli inicialmente defendeu permanecer na relatoria, mas acabou concordando com a saída diante da repercussão pública.
Em nota oficial, os integrantes do STF manifestaram apoio ao ministro e afirmaram que não havia elementos jurídicos que configurassem impedimento ou suspeição.
A Corte também declarou válidos todos os atos praticados por Toffoli enquanto esteve à frente do inquérito, garantindo a continuidade das investigações sem anulação de provas.
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