Camilo Santana deixará governo em abril para apoiar reeleição de Elmano
Ministro da Educação também atuará para a reeleição do presidente Lula e afirma que não será candidato a governador
O ministro da Educação, Camilo Santana (foto, à direita), anunciou nesta terça-feira, 3, que deixará o governo em abril para atuar na campanha de reeleição do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT).
Segundo Santana, sua descompatibilização também servirá para apoiar a tentativa de reeleição do presidente Lula (PT).
“Eu não serei candidato a governador, essa é a minha decisão. Trabalharei muito para que o projeto no Ceará não sofra descontinuidade e para garantirmos a reeleição do governador Elmano. Voltarei ao Senado para ajudar o presidente Lula e estarei mais presente no meu estado e na região Nordeste, onde tenho uma relação muito boa com os governadores”, afirmou o ministro à CNN Brasil.
Santana minimizou o desempenho de Elmano, que aparece empatado ou atrás do ex-governador Ciro Gomes nas pesquisas.
“Enquanto nossos adversários hoje no Ceará espalham fake news e nos agridem todos os dias, nós continuaremos trabalhando. Nossa resposta não se concentrará nessa baixaria que está acontecendo no estado. Vamos seguir trabalhando e entregando resultados”, completou.
Ciro Gomes
Levantamento do Paraná Pesquisas, divulgado em 19 de dezembro, apontou o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) liderando a corrida eleitoral no Ceará.
Ciro marcou 46% de intenções de voto, contra 33,2% de Elmano e 9,6% do senador Eduardo Girão (Novo).
O ex-governador e o petista apareceram empatados em pesquisa do instituto Realtime Big Data.
A união do PL com o PSDB de Ciro no Ceará deflagrou uma das últimas crises do bolsonarismo, quando a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro repreendeu aliados publicamente, durante lançamento da pré-candidatura de Girão.
Os filhos de Bolsonaro se manifestaram publicamente contra Michelle, mas o desfecho do caso acabou sendo a suspensão do acordo no Ceará.
Dias depois, Jair Bolsonaro ungiu o filho Flávio como o candidato presidencial da família, o que deu ao senador as rédeas do bolsonarismo.
Ceará
Ciro fica em segundo lugar quando a disputa é projetada contra o ministro Camilo Santana, da Educação, que marca 45% contra 36,8% do tucano reformado — Girão aparece em terceiro de novo, com 8,2% das intenções de voto.
Sem Ciro na disputa, Elmano teria 42,2%, contra 23,1% do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (União) e 15,5% de Girão.
Girão e Elmano dividem a ponta da taxa de rejeição, com 25,9% e 25,3%, respectivamente. Ciro tem a menor rejeição entre os potenciais concorrentes, de 11,7%.
Apesar de ter a reeleição ameaçada por Ciro, o governo de Elmano é aprovado por 55,9% do eleitorado cearense e desaprovado por 40,9%.
A taxa de ótimo/bom da gestão do petista é de 39,8%, e a de ruim/péssimo é de 30,5%.
Na corrida pelo Senado, o favorito é o deputado federal Eunício Oliveira (MDB-CE), que já foi senador, com 37,3%, seguido por Girão, com 28,8%, e o deputado federal José Guimarães (PT-CR), com 24,3%, líder do governo Lula na Câmara.
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