Caiado vê vitória sobre Lula como provável, mas alerta para desafio de governar
"Ganhar do Lula vai ser fácil no segundo turno, mas vai governar?", questionou o ex-governador de Goiás
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado afirmou nesta segunda-feira, 30, que derrotar o presidente Lula (PT) “vai ser fácil” para qualquer candidato, mas levantou dúvidas sobre a governabilidade de quem vencer a disputa.
Como forma de enfrentar a polarização, Caiado prometeu que, em um eventual governo, seu primeiro ato seria conceder uma anistia “geral e irrestrita”.
“Essas pessoas querem um outro país. Tão vendo que isso tá atrasando o país. Esses dois polos continuarão e vocês poderão não convencê-los. Mas você tem uma ampla maioria (…) Se nós ganhamos do PT em 2018, não poderíamos ter perdido em 2022. Esse é o ponto que quero que vocês reflitam. Ganhei no primeiro turno de 2018 e 2022. O PT não é opção em Goiás. Ganhar do Lula vai ser fácil no segundo turno, mas vai governar? Vai construir o Brasil onde o PT não vai ser opção no pais.”
Em entrevista com jornalistas, Caiado elogiou a posição de Gilberto Kassab, presidente do PSD, de discutir com três governadores a candidatura de um deles à Presidência da República.
Caiado sobre polarização
“A polarização não é um traço da política nacional. A polarização é sustentada por um projeto político, por aqueles que realmente se beneficiam dela. Pode ser desativada? Sim, pode. Por alguém que não é parte dela. Ou seja, [parte] da polarização. E é o que pretendo fazer, chegando à Presidência. Meu primeiro ato vai ser exatamente: anistia ampla, geral e irrestrita”, disse Caiado.
“[Estarei] replicando aquilo que Juscelino Kubitschek soube fazer com muita maestria a todos aqueles que rebelaram com uma verdadeira tentativa de golpe, pela Aeronáutica, quando ele disse: ‘Me deixem trabalhar e vamos realmente pacificar o Brasil’. Eu vim com esse objetivo, de realmente pacificar o Brasil. Ao anistiar outros, inclusive o ex-presidente, eu estarei dando uma amostra de que a partir dali eu vou cuidar das pessoas. É aquilo que, como médico e cirurgião, é minha formação e sempre soube fazer. Faço e continuo fazendo na política. Ou seja, apenas o paciente mudou. A prática é a mesma.”
Ratinho Jr.
Ainda nesta segunda, o governador do Paraná, Ratinho Jr. comentou nas redes sociais a escolha de Ronaldo Caiado para ser o candidato presidencial do PSD.
“O PSD deu um exemplo do seu compromisso com a democracia ao promover um debate equilibrado para escolher o candidato que disputará as eleições presidenciais deste ano“, escreveu Ratinho Jr.
Ora, não houve qualquer democracia na escolha de Caiado nesse processo.
Nem debate equilibrado.
Quem escolheu o candidato do partido foi seu presidente, Gilberto Kassab, orientado por pesquisas eleitorais.
É essa a regra no Brasil.
Os candidatos das siglas são escolhidos pela cúpula partidária, às vezes por uma única pessoa.
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