Caiado nega fim da candidatura presidencial
Governador negou também que existam conflitos internos no União Brasil em relação à sua participação na disputa pelo Planalto
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), negou nesta sexta-feira, 2, que tenha desistido de se candidatar à presidência da República em 2026. Rumores apontavam para uma possível desistência.
“Quanto à minha candidatura, continuo com a mesma programação”, afirmou Caiado à revista Veja. Ele negou também que existam conflitos internos no União Brasil em relação à sua participação na disputa pelo Palácio do Planalto.
“Pelo contrário, [o vice-presidente do União Brasil, ACM] Neto e eu estamos 100% sintonizados. Almoçamos no último dia 28, na Bahia, sem nenhuma divergência”, pontuou o governador goiano. Ainda de acordo com ele, a primeira-dama de Goiás, Gracinha Caiado, é “candidatíssima” ao Senado no pleito deste ano, que está marcado para outubro.
No início de dezembro, após o senador Flávio Bolsonaro (PL) confirmar que foi escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu pai, para ser o candidato do bolsonarismo na eleição presidencial de 2026, Caiado também reafirmou que continuava pré-candidato.
“É uma decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, juntamente com sua família, e cabe a todos nós respeitá-la. Ele tem o direito de buscar viabilizar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro. Da minha parte, sigo pré-candidato a presidente e estou convicto de que no próximo ano vamos tirar o PT do poder e devolver o Brasil aos brasileiros”, escreveu no X.
O União Brasil e o PP, partido com a qual a primeira sigla forma uma federação partidária, não confirmaram apoio a Flávio, mas também não bateram o martelo ainda sobre ter Caiado como seu candidato na eleição presidencial.
O senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP, vê os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), como nomes mais fortes para participar do pleito.
“Se eu tivesse que escolher pessoalmente um candidato para suceder o presidente Bolsonaro, não tenha dúvida, era o senador Flávio, pela minha relação próxima com ele. Só que política não se faz só com amizade, se faz com pesquisa, com viabilidade, ouvindo os partidos aliados. Essa não pode ser uma decisão apenas do PL, tem que ser uma decisão construída. É muito importante nós unificarmos todo o campo político de centro e da direita, porque senão nós não vamos ganhar a eleição“, pontuou o senador em 8 de dezembro.
“Eu já tinha externado anteriormente que os dois candidatos que poderiam unificar essa chapa era o nome do governador Tarcísio [de Freitas, de São Paulo], que era o mais forte, e o governador Ratinho [Jr., do Paraná]. Mas política é como nuvem. Eu não sou senhor da razão e posso ser convencido, mas com argumentos e com critérios para que a gente possa fazer uma escolha que o Brasil não pode perder a próxima eleição”, falou também.
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