Bretas sugere que Moraes cometeu crime

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Bretas sugere que Moraes cometeu crime de advocacia administrativa

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Redação O Antagonista
3 minutos de leitura 22.12.2025 15:55 comentários
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Bretas sugere que Moraes cometeu crime de advocacia administrativa

Ex-juiz reagiu à notícia de que Moraes teria procurado presidente do BC para interceder no caso do Banco Master

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3 minutos de leitura 22.12.2025 15:55 comentários 2
Bretas sugere que Moraes cometeu crime de advocacia administrativa
Marcelo Bretas. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O ex-juiz Marcelo Bretas (foto), responsável por processos da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, reagiu à notícia de que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria procurado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pelo menos quatro vezes para interceder pelo Banco Master.

De acordo com a coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo, foram feitos três contatos por telefone e um pessoalmente com Galípolo. Em todos os encontros, Moraes discutiu os problemas do banco de Daniel Vorcaro e buscou informações sobre o andamento da operação de venda do Master para o Banco Regional de Brasília (BRB).

Como mostramos, a esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, tinha um contrato com o banco de Daniel Vorcaro no valor aproximado de 130 milhões de reais.

Ao comentar a reportagem, Bretas sugeriu nesta segunda-feira, 22, em suas redes sociais, que Moraes cometeu o crime de advocacia administrativas.

Crime de Advocacia administrativa

  • Art. 321 – Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário: Pena – detenção, de um a três meses, ou multa.

Parágrafo único – Se o interesse é ilegítimo: Pena – detenção, de três meses a um ano, além da multa”, diz a publicação feita pelo ex-juiz da Lava Jato no Rio.

A matéria acrescenta que o próprio Moraes solicitou a Galípolo que fosse aprovada a venda do Master para o BRB. A operação, depois, foi alvo de uma operação da Polícia Federal por indícios de fraudes.

Prisão e soltura de Daniel Vorcaro

Em 18 de novembro, a PF prendeu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ele estava no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

De acordo com a corporação, Vorcaro pretendia deixar o Brasil com destino à Europa. A defesa de Vorcaro negou. Os advogados do banqueiro afirmaram que ele estava seguindo para o Catar negociar a venda do Master.

A prisão fez parte da Operação Compliance Zero, destinada a desarticular um esquema de emissão de títulos de crédito falsos envolvendo instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional.

Em 28 de novembro, Vorcaro obteve a revogação de sua prisão. A decisão foi proferida pela desembargadora Solange Salgado, integrante do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). A magistrada optou por substituir a custódia por um conjunto de medidas cautelares diversas da prisão.

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Comentários (2)

D artagnan

23.12.2025 12:50

Este crime é previsto em lei que rege os servidores públicos, a perda do cargo, além de, responder processo administrativo, até a prisão pode acontecer. O Ministro precisa esclarecer muita coisa.


Clayton De Souza pontes

23.12.2025 09:09

A existência do contrato da Viviane com o Master não foi contestada pelo Moraes, tampouco essa advocacia administrativa dele sobre o Galipolo. Importante que se jogue luz nessa bagunça. E aí PGR?


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