Bancada do PP no Senado desautoriza apoio a Toffoli
Parlamentares afirmam que não foram consultados sobre nota da federação União Progressista em defesa do ministro do STF
A bancada do Progressistas no Senado se descolou da nota divulgada pela Federação União Progressista — formada por PP e União Brasil — em defesa do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em comunicado publicado na sexta-feira, 13, os senadores afirmaram que não foram consultados sobre o posicionamento.
“A bancada do Progressistas no Senado Federal informa que a posição expressa em nota divulgada pela Federação União Progressista não foi previamente debatida nem contou com a anuência desta bancada – portanto não pode ser interpretada como representativa dos senadores do PP.”
A nota foi assinada por Tereza Cristina (MS), líder do partido, além de Dr. Hiran (RR), Esperidião Amin (SC), Luis Carlos Heinze (RS) e Margareth Buzetti (MT).
União Progressista sai em defesa de Toffoli
Mais cedo, na sexta-feira, os presidentes do PP e do União Brasil, Ciro Nogueira e Antônio Rueda, divulgaram manifesto em apoio a Toffoli, que enfrenta pressão com o avanço de investigações relacionadas ao Banco Master.
No texto, a federação afirma haver “narrativas que querem colocar a opinião pública contra o ministro” e que “as injustiças acontecem quando se tem apenas um lado de uma versão repetida inúmeras vezes sem base sólida”.
O documento também diz que“confiança na integridade do ministro” e afirma que atacá-lo seria “enfraquecer não só um servidor da Nação ou um Poder da República, mas sim atacar os pilares do nosso próprio sistema democrático”.
O presidente nacional do Solidariedade, deputado federal Paulinho Força (SP), também defendeu Toffoli.
Em nota, Paulinho sugere que o magistrado foi alvo de “linchamento moral“.
“Manifestações firmes se fazem essenciais para lidar com momentos turbulentos. Por isso, torna-se pública a presente nota para reconhecer os quase vinte anos de relevantes serviços prestados na magistratura brasileira pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli”, diz o deputado.
Toffoli estava à frente do caso Master desde novembro de 2025. A saída foi motivada por relatório da Polícia Federal que apontou menções ao ministro em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do Master.
O conteúdo dessas mensagens permanece sob segredo de Justiça. O novo relator do caso no Supremo é o ministro André Mendonça.
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