Argentina cai no golpe e paga R$ 20 mil por milho em Copacabana
Caso inusitado expõe armadilhas para turistas em áreas movimentadas do Rio e reacende alertas sobre preços abusivos e golpes comuns
Um episódio ocorrido na orla da praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, acendeu um alerta importante sobre relações sociais, confiança e vulnerabilidade em espaços públicos muito frequentados. Uma turista da Argentina perdeu todo o orçamento de suas férias após um golpe envolvendo um pagamento via Pix, situação que levanta reflexões profundas sobre convivência, responsabilidade coletiva e proteção de visitantes em ambientes urbanos.
Como o golpe de R$ 20 mil aconteceu durante uma compra simples?
A situação ocorreu quando María Cristina Gómez Aguillar, turista da Argentina, caminhava pela orla e decidiu comprar um milho de um vendedor ambulante. O valor combinado era de R$ 20, prática comum em praias brasileiras.
Diante da dificuldade com o idioma português e com a forma de escrita dos números, a turista aceitou a ajuda do próprio vendedor para digitar o valor no aplicativo de pagamento Mercado Pago. Nesse momento, o ambulante inseriu R$ 20.000,00 em vez de R$ 20,00, finalizou a transação e deixou o local logo em seguida.
Alguns elementos contribuíram diretamente para o sucesso do golpe:
- A confiança da turista ao permitir que terceiros manuseassem seu celular;
- A rapidez da transação em um ambiente movimentado;
- A semelhança visual entre valores baixos e altos em telas digitais.
Por que a vítima só percebeu o prejuízo horas depois?
Após o pagamento, María Cristina seguiu seu passeio normalmente, acreditando ter realizado uma compra simples. O vendedor afirmou que estava tudo certo e não demonstrou qualquer comportamento que levantasse suspeita imediata.
Somente horas depois, já no hotel, ao conferir o extrato bancário, a turista percebeu que havia transferido R$ 20 mil via Pix. O valor correspondia a cerca de 5,7 milhões de pesos argentinos e representava todo o orçamento reservado para suas férias no Brasil.
Entre os fatores que retardaram a descoberta do golpe, destacam-se:
- A confiança no sistema de pagamento digital;
- A ausência de notificação clara no momento da transação;
- O cansaço comum após um dia de turismo intenso.

Leia também: Pix errado pode virar golpe: entenda como funciona a devolução que causa prejuízo
Quais impactos sociais um golpe desse tipo provoca?
Além do prejuízo financeiro, o golpe causa um impacto emocional profundo na vítima. A sensação de insegurança e frustração compromete a experiência turística e afeta a percepção de acolhimento no destino visitado.
Socialmente, casos assim geram desconfiança generalizada. Trabalhadores honestos passam a ser vistos com suspeita, enquanto turistas tendem a evitar interações simples, enfraquecendo relações sociais que fazem parte da dinâmica das praias.
Os principais impactos observados são:
- Quebra da confiança entre turistas e comerciantes informais;
- Danos à imagem social de espaços públicos tradicionais;
- Reforço do medo em transações cotidianas simples.
Como a investigação policial busca identificar o autor do golpe?
Após constatar o prejuízo, María Cristina registrou a ocorrência na Delegacia Especial de Atendimento ao Turista, localizada no Rio de Janeiro. O caso foi enquadrado como estelionato, crime que envolve obtenção de vantagem financeira por meio de fraude.
A polícia utiliza as informações do comprovante do Pix, especialmente o nome do recebedor da transferência, para tentar identificar e localizar o vendedor ambulante responsável pelo golpe ocorrido na praia.
Entre os principais caminhos da investigação estão:
- Análise dos dados bancários do recebedor do Pix;
- Cruzamento de informações com registros anteriores;
- Coleta de possíveis imagens e testemunhos.
Que lições sociais o caso deixa para turistas e moradores?
O episódio reforça a importância da atenção redobrada em transações digitais, especialmente em locais turísticos. A responsabilidade social envolve tanto orientação aos visitantes quanto a promoção de práticas éticas no comércio informal.
Mais do que um caso isolado, o golpe sofrido pela turista argentina revela a necessidade de empatia e proteção coletiva. Garantir interações seguras é essencial para preservar a convivência social e a reputação de destinos turísticos brasileiros.
Entre as principais lições sociais, destacam-se:
- Evitar que terceiros manuseiem aplicativos bancários.
- Conferir valores antes de confirmar pagamentos digitais.
- Fortalecer a cultura de respeito em espaços públicos.
Diante de tudo isso, fica evidente que episódios como esse vão além de um simples golpe financeiro e expõem desafios profundos na forma como as pessoas convivem em espaços compartilhados. Fortalecer a empatia, incentivar atitudes responsáveis e promover informação acessível são caminhos essenciais para construir relações mais seguras e equilibradas.
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