Anvisa proíbe venda de marcas de suplemento alimentar e produtos naturais

24.01.2026

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Anvisa proíbe venda de marcas de suplemento alimentar e produtos naturais

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4 minutos de leitura 24.01.2026 15:05 comentários
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Anvisa proíbe venda de marcas de suplemento alimentar e produtos naturais

A atuação da Anvisa sobre suplementos alimentares tem se tornado cada vez mais rigorosa no Brasil.

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Anvisa proíbe venda de marcas de suplemento alimentar e produtos naturais
Sede da Anvisa. Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

A atuação da Anvisa sobre suplementos alimentares tem se tornado cada vez mais rigorosa no Brasil, diante de empresas que descumprem normas sanitárias, utilizam ingredientes não autorizados, fazem propaganda enganosa e colocam em risco a segurança dos consumidores, como nos casos das marcas Ervas Brasil e Glicopill, que sofreram apreensão de produtos e proibição total de fabricação, venda e divulgação.

Quais são as principais exigências da Anvisa para suplementos alimentares

Para que um suplemento alimentar seja vendido no país, a empresa precisa ter Licença Sanitária válida, alvará de funcionamento da vigilância sanitária local e cumprir regras específicas sobre ingredientes, doses, alegações e forma de apresentação.

O produto deve estar regularizado por meio de registro ou notificação na Anvisa, com informações claras e verídicas no rótulo.

A legislação também proíbe que suplementos sejam divulgados como se curassem, prevenissem ou tratassem doenças, algo exclusivo de medicamentos.

Quando há promessas terapêuticas sem comprovação científica, a agência pode suspender a propaganda, proibir a comercialização e determinar a apreensão de todos os lotes disponíveis no mercado.

Por que a falta de licença sanitária e o uso de ingredientes não autorizados são graves

A ausência de Licença Sanitária indica que o estabelecimento não foi inspecionado pela vigilância sanitária, o que impede a garantia de condições adequadas de higiene, estrutura e controle de qualidade.

Sem essa avaliação, não há segurança de que o suplemento foi produzido conforme boas práticas de fabricação e rastreabilidade exigidas.

Também é crítico o uso de ingredientes não autorizados ou em doses inadequadas, contrariando listas e limites estabelecidos pela Anvisa com base em avaliações de segurança.

Isso vale para vitaminas, minerais, extratos vegetais, óleos e compostos sintéticos, podendo aumentar o risco de efeitos adversos e interações com medicamentos.

Leia também: Alerta Inmet para os perigos de fortes chuvas no dia 25, veja as regiões

O que aconteceu com os suplementos Ervas Brasil e Glicopill

No caso da Ervas Brasil, a Anvisa determinou a apreensão de todos os produtos e proibiu fabricação, distribuição, venda, divulgação e consumo.

As irregularidades incluíram inexistência de Licença Sanitária e alvará, uso de ingredientes não autorizados e propaganda com alegações terapêuticas, como controle de colesterol e dores articulares, sem respaldo científico.

O Glicopill, divulgado como suplemento em cápsulas, também teve comercialização, fabricação, importação e divulgação proibidas, com apreensão de estoques.

Um dos principais problemas foi a origem desconhecida: não havia informações claras sobre fabricante regularizado, local de produção e registro nos sistemas oficiais, o que viola as regras de rastreabilidade sanitária.

Como identificar suplementos alimentares seguros para consumo

Para reduzir riscos, o consumidor deve analisar rótulos, dados da empresa e a forma como o produto é divulgado.

A seguir, alguns critérios úteis para verificar se o suplemento está alinhado às normas de regularização sanitária da Anvisa e se apresenta informações mínimas de segurança e transparência.

  • Conferir nome da empresa, CNPJ, endereço e número de notificação ou registro no rótulo.
  • Consultar o portal da Anvisa e o Diário Oficial da União em busca de alertas e proibições.
  • Desconfiar de promessas de cura, controle absoluto de doenças ou resultados imediatos.
  • Evitar produtos com fabricante indefinido, endereço incompleto ou sem responsável técnico.

Quais cuidados são importantes ao comprar suplementos pela internet

Com a popularização dos marketplaces, aumentou a oferta de suplementos de origem duvidosa, muitas vezes sem comprovação de regularização sanitária.

Em situações de proibição, como ocorreu com o Glicopill, a orientação das autoridades é não adquirir nem consumir o produto enquanto durar a restrição.

Ao comprar online, recomenda-se priorizar vendedores que informem CNPJ e razão social, conferir se a marca foi citada em comunicados da Anvisa, evitar rótulos sem lista completa de ingredientes ou em idioma estrangeiro e rejeitar anúncios com garantias de emagrecimento, controle de glicose ou outros efeitos médicos imediatos, contribuindo para a proteção da saúde pública.

Fonte: Anvisa

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