Anielle representa contra Quaquá por apoio à família Brazão
Ministra e irmã da vereadora Marielle Franco quer que o PT responsabilize o vice-presidente da sigla por postagem
A ministra da Igualdade Racial do governo Lula (PT), Anielle Franco (PT), protocolou uma representação no conselho de ética do Partido dos Trabalhadores (PT) contra o vice-presidente da sigla, Washington Quaquá, após a postagem de uma foto com familiares de Domingos Brazão, acusado de ser mandante do assassinato da irmã e vereadora Marielle Franco, segundo revelou o jornal O Globo.
No pedido, Anielle quer que o partido responsabilize o prefeito de Maricá pelo posicionamento público nas redes sociais demonstrando “contradição de seu atos com o cargo que ocupa na direção executiva”:
“Deve ser condenado todo e qualquer tipo de tentativa de desqualificar e deslegitimar a luta por justiça liderada por familiares de Marielle e Anderson, e para além, os contínuos esforços de atores do sistema de justiça e governo federal que buscam a elucidação por completa deste crime de repercussão mundial“, escreveu a ministra.
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“Não há provas”
O racha entre os integrantes do PT foi desencadeado por uma publicação de Quaquá defendendo a inocência de Domingos e Chiquinho Brazão, réus no Supremo Tribunal Federal (STF):
“Li todo o processo e não há sequer uma prova contra eles!”, escreveu em suas redes sociais em 10 de janeiro.
Depois de tudo que a gente passou, ver pessoas usarem o nome da minha irmã sem responsabilidade é inaceitável. Lutamos por justiça, não por narrativas irresponsáveis. Tirem o nome da minha irmã da boca de vocês!”
Anielle reagiu dizendo para “tirarem o nome da irmã da boca“:
“Depois de tudo que a gente passou, ver pessoas usarem o nome da minha irmã sem responsabilidade é inaceitável. Lutamos por justiça, não por narrativas irresponsáveis. Tirem o nome da minha irmã da boca de vocês!”
O desconfortou chegou à presidente nacional do PT, Gleisi Hoffman, que repudiou o posicionamento de Quaquá.
Gleisi disse que o partido “desde o primeiro momento para que a Justiça seja feita por Marielle e Anderson, com punição para todos os criminosos.”
Relembre o ‘Caso Marielle’
Marielle foi executada a tiros em março de 2018, junto de seu motorista, Anderson Gomes, no bairro do Estácio, região central do Rio, quando voltava de um encontro político na Lapa.
A assessora da parlamentar, que estava ao lado de Marielle, foi ferida apenas por estilhaços.
O crime de repercussão internacional deu início às investigações que, um ano depois, apontou para a prisão dos ex-policiais militares Ronnie Lessa e Elcio Queiroz. Os dois foram responsáveis pela execução de Marielle.
Mais recentemente, em março do ano passado, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) expediu um mandado de prisão contra os irmãos e parlamentares Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, apontados como mandantes do crime, além do delegado Rivaldo Barbosa, suspeito de ajudar a planejar e atrapalhar as investigações.
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