Ala da PF defende prisão preventiva de Lulinha
Investigadores com acesso ao processo temem que o filho do presidente da República tente influenciar na atuação da polícia
Uma ala de integrantes da Polícia Federal tem defendido pedir ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça a prisão preventiva de Luís Fábio Lula da Silva, o Lulinha (foto no cartaz da deputada Adriana Ventura), na investigação que mira desvios de aposentadorias do INSS.
A informação foi divulgada primeiramente pela Folha de S. Paulo e confirmada por este portal.
Essa ala de investigadores com acesso ao processo teme que o filho do presidente da República tente influenciar nas investigações não somente pelas suas ligações com o Palácio do Planalto como também por conta de suas conexões com a base governista.
Como temos mostrado, a base governista da CPMI do INSS conseguiu quebrar os sigilos de Lulinha, mas a ministro do Supremo Flávio Dino sustou a decisão.
Uma outra ala da PF, no entanto, afirma que não há elementos suficientes que embasem um pedido de prisão preventiva. Para esses investigadores, até o momento, não foi detectado pelos agentes qualquer movimento de Lulinha que possa se configurar, por exemplo, a obstrução de Justiça. Lulinha, hoje, vive na Europa.
As transações de Lulinha
As quebras de sigilo bancário e fiscal de Lulinha apontam que apenas em um dia o empresário movimentou, em suas contas R$ 967 mil em um único dia. Os dados levam em consideração tanto créditos quanto débitos.
Como mostramos, ao todo, as movimentações bancárias de Lulinha, em uma única conta do BB Estilo, somaram R$ 19 milhões ao longo de quatro anos.
A mega movimentação de Lulinha ocorreu em 24 de maio de 2024. Naquele dia, o filho do presidente Lula recebeu R$ 487 mil fruto de um resgate de um título de LCA (Letra de Crédito Agrícola). Esse recurso passou pela sua conta corrente e depois houve um débito de R$ 480 mil desse valor. O extrato bancário de Lula não fez referência para onde foram esses recursos.
Registros bancários também registram que Lulinha, realizou transferências que somam R$ 750 mil ao empresário Kalil Bittar, alvo de apuração da Polícia Federal por suposta atuação de lobby no Ministério da Educação.
Os registros indicam que os pagamentos ocorreram entre janeiro de 2024 e outubro do ano passado, com transferências de R$ 50 mil por mês. O último repasse identificado ocorreu em 27 de outubro de 2025. Pouco tempo depois, Bittar passou a figurar entre os investigados em operação da PF que apura suspeitas de intermediação irregular de recursos públicos vinculados a programas educacionais.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)