“Afronta à legislação eleitoral”, diz Nunes sobre desfile para Lula
"Evidente abuso eleitoreiro com o aval de um governo", afirmou o prefeito de São Paulo
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), comentou nesta segunda-feira, 16, o desfile da Acadêmicos de Niterói, escola de samba que homenageou o presidente Lula (PT) no Rio de Janeiro.
Aliado de Michel Temer e Jair Bolsonaro, o prefeito paulistano disse que o desfile foi uma “afronta à legislação eleitoral”.
“Foi uma afronta à legislação eleitoral, com ataque a adversários políticos do homenageado, mas que também atinge grande parcela da população que tem opinião política diferente”, afirmou Nunes.
“Em ano eleitoral, é um evidente abuso eleitoreiro com o aval de um governo sem limites para tentar se perpetuar no poder”, acrescentou.
Tanto Bolsonaro quanto Michel Temer são aliados do prefeito de São Paulo.
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O desfile eleitoreiro de Lula na Sapucaí
A Acadêmicos de Niterói abriu os desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro com uma homenagem direta a Lula.
Estreante na elite do samba carioca após vencer a Série Ouro, a escola levou à avenida o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que reconstrói a trajetória do petista desde a infância em Garanhuns (PE) até o retorno ao Palácio do Planalto.
A escola apostou em símbolos associados ao universo político do presidente. Uma das alas mais comentadas trouxe fantasias predominantemente vermelhas com estrelas brancas ao centro, referência direta ao Partido dos Trabalhadores (PT).
O desfile também incluiu alegorias de forte carga satírica. Em um dos carros, um boneco gigante do palhaço Bozo apareceu caracterizado como presidiário, atrás de grades e usando tornozeleira eletrônica.
A representação foi interpretada como crítica ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
TSE
Por unanimidade, o TSE rejeitou na quinta, 12, ações do Novo e da Missão contra o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula (PT) no Carnaval deste ano.
“Restringir manifestações artísticas e culturais previamente per se simplesmente por se ter notícias de conter manifestações políticas configuraria censura prévia, indireta e restrição desproporcional ao debate democrático, mesmo que apresentado no pedido indícios de um possível futuro cometimento de ilícito”, argumentou a relatora das representações, ministra Estela Aranha.
Ainda de acordo com a relatora, um eventual ilícito deveria ser apurado após o cometimento, de acordo com a legislação.
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Comentários (1)
Claudemir Silvestre
16.02.2026 15:06A politica no Brasil virou um CIRCO e nossa justiça Eleitoral uma PIADA !!! Aqueles que pregavam o “ Estado Democrático de Direito “ estão completamente DESMORALIZADOS !!!