Afiliadas derrubaram Kimmel da ABC, diz Bill O’Reilly
Grupos como Nexstar e Sinclair teriam avisado que deixariam de exibir o talk show; diante do risco de perder dezenas de estações, Disney optou por demitir
Bill O’Reilly afirmou que a queda de Jimmy Kimmel foi precipitada por uma revolta de afiliadas que avisaram à ABC que deixariam de exibir o “Jimmy Kimmel Live!”.
Segundo o âncora, após receber o sinal de debandada de grupos como Nexstar e Sinclair, a Disney decidiu demitir o apresentador para conter a crise de programação.
O’Reilly disse ter recebido telefonema de um “alto executivo” de TV relatando que as estações comunicaram a Burbank que não aceitariam mais o talk show.
Na versão apresentada no programa, a recusa poderia alcançar “30 a 40” praças, o que tornaria a manutenção do contrato inviável. Ele descreveu a reação da controladora como “pânico corporativo” diante do risco de perder cobertura nacional.
No relato, o estopim foi o monólogo de segunda, 15, em que Kimmel vinculou o assassino de Charlie Kirk a eleitores de Donald Trump.
O’Reilly classificou as falas como inadequadas para rede aberta e lembrou que o ambiente seguia “ainda muito sensível” após o crime. Para ele, a equipe de produtores e roteiristas deveria ter barrado o conteúdo antes da gravação.
O apresentador sustentou que Kimmel “se surpreendeu” com o desfecho.
Segundo O’Reilly, o histórico recente do “Jimmy Kimmel Live!” havia se tornado monotemático nas acusações ao presidente, sem espaço para vozes conservadoras, o que teria afastado parte do público.
Ele reproduziu trechos antigos do próprio programa para ilustrar a guinada e disse não comemorar a queda do comediante.
O’Reilly mencionou ainda que um dirigente do órgão regulador falou publicamente sobre possíveis “remédios” aplicáveis a emissoras abertas, mas destacou que o fator decisivo foi a reação das afiliadas.
De acordo com seu apurado, foi esse movimento coordenado que levou a Disney a comunicar a dispensa do apresentador.
A ABC e representantes de Kimmel não se pronunciaram no programa citado por O’Reilly.
O jornalista avaliou que o humorista pode tentar se reposicionar em outra plataforma, mas frisou que a perda do posto na rede aberta é “um tombo” difícil de reverter de imediato.
Como publicamos na sexta, 19, em reportagem anterior, a demissão já estava em andamento e vinha sendo considerada pela Disney ao fim da temporada.
As revelações de O’Reilly acrescentam o elemento central de bastidor: a pressão organizada de grandes grupos de afiliadas que deixariam de exibir a atração sem uma mudança de rumo imediata.
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