A meta do PL após a janela partidária
Atualmente, o Partido Liberal tem 90 deputados federais, já sendo a maior bancada da Câmara
Integrantes do PL – partido do ex-presidente Jair Bolsonaro – acreditam que a bancada na Câmara dos Deputados deve chegar a um total de 113 parlamentares até o final do período conhecido como janela partidária.
Desde 5 de março, deputados federais, estaduais e distritais podem se filiar a outra legenda sem que isso configure infidelidade partidária. A medida integra o calendário das Eleições Gerais de 2026 e organiza as movimentações partidárias dentro das regras previstas na legislação eleitoral. A janela partidária acaba em 3 de abril,
Atualmente, o Partido Liberal tem 90 deputados federais, já sendo a maior bancada da Câmara. Como mostramos nesta teçra-feira, a bancada da sigla já cresceu para 100 parlamentares.
Durante a reunião desta terça-feira, integrantes da sigla reforçaram o otimismo de terminar as eleições de 2026 com até 130 parlamentares, o que poderia conferir à sigla um quinto da Câmara.
O PL tem conseguido atrair principalmente integrantes do União Brasil, sigla que surgiu a partir da fusão entre o PSL e o DEM. Jair Bolsonaro foi eleito pelo antigo PSL, mas deixou o partido para tentar fundar o Aliança pelo Brasil.
O recado de Valdemar Costa Neto
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, proibiu, em reunião nesta terça-feira, 17, os presidentes dos diretórios estaduais da sigla de formalizar alianças com partidos de esquerda para as eleições de 2026. A ideia de Valdemar é evitar repetir o que ocorreu em 2024, quando a sigla fez alianças com o PT ou partidos alinhados ao petismo em 70 municípios.
O senador e pré-candidato a presidente da República nas eleições deste ano, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também participou da reunião. Valdemar ressaltou que uma resolução interna do PL já proíbe alianças com partidos da esquerda, como o PT, para o pleito deste ano.
A ideia é que o PL em todo o país tenha a mesma ideologia e atue uniformemente. Em alguns estados, como em Sergipe, o PL passou por uma espécie de “depuração” de integrantes de esquerda. Ou seja: integrantes da sigla alinhados com o PT, PCdoB, PSB, entre outros, estão sendo paulatinamente expulsos da agremiação.
Apesar disso, em outros estados, ainda há resistências internas quanto a esse plano de Valdemar Costa Neto. O principal exemplo está no Maranhão. A sigla é comandada por Josimar Maranhãozinho. Josimar sinalizou que pretende formar palanque com o PCdoB e o PT.
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