A crise do INSS e o engajamento pífio do PT na resposta a Nikolas Ferreira
Relatório de gastos mostra que a sigla gastou aproximadamente R$ 20 mil com alcance mínimo em resposta ao parlamentar
O PT gastou aproximadamente 20 mil reais para tentar engajar uma peça publicitária em que a sigla responde a um vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre o esquema de fraudes no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
Apesar do investimento, o vídeo não chegou a alcançar 1% das visualizações obtidas pelo parlamentar mineiro. As informações constam na prestação de contas parciais do PT de 2025.
Em maio do ano passado, Nikolas publicou um vídeo em suas redes associando o escândalo do roubo das aposentadorias ao PT e sugeriu o que governo Lula adotasse uma solução sem mexer no “dinheiro do povo”. Ele também associou o salto nos descontos associativos à atual gestão. A peça de Nikolas atingiu aproximadamente 100 milhões de visualizações.
Como resposta, o PT produziu um vídeo chamado “Nikolas Ferreira Mentiu sobre o INSS”. O vídeo foi publicado nas redes sociais de petistas e teve impulsionamento do partido. Em uma das peças, o partido investiu 9.987,82 reais para dar tração ao material; na outra, 9.988,02 reais.
Como resultado, a primeira peça alcançou 578 mil usuários da Meta (que inclui Facebook e Instagram); a segunda, chegou a 571 mil usuários.
Desde o início do governo Lula, o PT tem investido em redes sociais para tentar se contrapor ao microcosmo consolidado do bolsonarismo nas redes sociais. O partido, inclusive, passou a prestar consultoria jurídica a influenciadores caso eles sejam alvo de ações judiciais.
Apesar disso, no final do ano passado, a sigla resolveu colocar um pé no freio em determinadas alegações. Como registramos, o “Manual de Apoio aos Influenciadores e Ativistas Digitais” apresentou diretrizes jurídicas e estimulava a produção de materiais multimídia para fortalecer a imagem do governo. O objetivo era organizar a militância o pode-não-pode da militância às vésperas do ano eleitoral.
“Genocida”, “fascista” e “corrupto” são algumas das palavras que não devem ser usadas contra os adversários. A ideia é tapar as brechas para processos por calúnia ou difamação. O partido propõe a descrição de comportamentos específicos em substituição aos termos nominais.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)