O trunfo da candidatura Tarcísio
Quando se trata do eleitorado independente, aquele que de fato define a eleição, a rejeição do filho de Bolsonaro sobe para 69%, segundo a Quaest; a do governador de SP cai
O bolsonarismo celebra a pesquisa Genial/Quaest que apontou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RS) à frente do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos, foto), mas a rejeição de 60% ao filho 01 de Jair Bolsonaro se apresenta como empecilho a sua candidatura presidencial.
Os detalhes da pesquisa indicam que o cenário para Flávio é pior ainda.
A rejeição ao senador só não é maior porque 78% do eleitorado bolsonarista pretende votar nele, assim como 62% dos eleitores de direita. Quando se trata do eleitorado independente, aquele que de fato define a eleição, a rejeição ao filho de Bolsonaro sobe para 69%.

Tarcísio
Já a rejeição a Tarcísio, que é de 47% no eleitorado em geral, cai para 38% entre os eleitores de centro, que Flávio tenta atrai com o discurso de Bolsonaro moderado, que até toma vacina.
O eleitorado independente representa 32% da população, segundo a pesquisa Quaest. Os bolsonaristas são 12% e a direita não bolsonarista é composta por 21% dos brasileiros.
Os bolsonaristas tentam viabilizar a candidatura de Flávio dando a impressão de que ele está forte e de que ele pode melhorar os índices de intenção de voto e rejeição, mas o senador já parte com um índice de repulsa muito grande, do mesmo nível do pai, e a campanha eleitoral nem começou.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse nesta quarta-feira, 17, em seu perfil no X que Flávio representa “mais do que uma candidatura” e que Bolsonaro “prefere correr o risco de morrer na cadeia injusta do que buscar por privilégios pessoais”.
O objetivo
“Ninguém o criticaria se ele fosse por outro caminho, todos entenderiam – e certamente seria mais confortável para ele”, disse o filho 03 do ex-presidente. Não faz sentido.
A candidatura de Flávio tem como principal objetivo tirar Bolsonaro da cadeia. A primeira tentativa, de forçar a aprovação do PL da Anistia, fazendo barganha com o Centrão, não funcionou.
Agora, resta ganhar a eleição de 2026. Se Flávio não tiver perspectiva de vitória, por que a candidatura seria sustentada até o fim, se há uma alternativa mais viável?
Está claro que a família Bolsonaro só confia em quem tem o sobrenome Bolsonaro, mas Tarcísio segue como a melhor chance de o ex-presidente ter um aliado no Palácio do Planalto em 2026.
Nem a eleição de Flávio seria garantia de anistia ou liberdade para Bolsonaro, porque ainda há o Supremo Tribunal Federal (STF) nessa equação.
Mas, mesmo diante da empolgação bolsonarista, que tenta projetar favoritismo para o filho do ex-presidente, ainda é difícil acreditar em sua candidatura.
Leia mais: Flávio reanima o bolsonarismo
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Comentários (1)
ANDRÉ MIGUEL FEGYVERES
17.12.2025 19:43Lula o nazista enrustido em 1979, revelou seu antissemitismo em 2025, admirador de ditadores e assassinos, em entrevista com o repórter Josué Machado da revista Playboy em 1979 afirmou sua admiração por ditadores sanguinários e psicopatas como Adolf Hitler, Fidel Castro, Che Guevara, Mao Tsé-Tung, o aiatolah Ruhollah Khomeini do Irã e atualmente seus líderes preferidos são os ditadores sanguinários Vladimir Putin (Russia), Nicolás Maduro (Venezuela), Daniel Ortega (Nicaragua), Miguel Diaz-Canel (Cuba) e Xi Jin Ping (China). O sonho de Lula é ser ditador do Brasil...