E não é que Carluxo bagunçou o jogo mesmo?
União Brasil e PP articulam com o PSD uma candidatura para enfrentar o governador Jorginho Mello em Santa Catarina, como alertaram aliados da família Bolsonaro
A deputada estadual Ana Campagnollo (PL-SC) avisou, mas a família Bolsonaro preferiu tentar enquadrá-la a ouvir os alertas sobre as possíveis consequências indesejáveis da interferência de Carlos Bolsonaro em Santa Catarina.
A pretensão do ex-vereador do Rio de Janeiro de se candidatar a uma vaga no Senado no estado do Sul deve de fato dificultar a reeleição do governador Jorginho Mello (PL), como alertou a deputada.
Incomodados com a decisão do PL local de preterir o senador Esperidião Amin (PP-SC) como candidato ao Senado na chapa do governador, União Brasil e PP ameaçam se aliar ao PSD em torno da pré-candidatura do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), ao governo do estado.
“O governador tinha um compromisso com a gente. Não vamos admitir três candidatos [ao Senado] quando só há duas vagas na chapa”, disse o presidente do União Brasil catarinense e coordenador da campanha de Amin, Fábio Schiochet, ao Valor, acrescentando:
“Se não tiver o apoio declarado agora ao Amin, a nossa federação seguirá com João Rodrigues. O apoio à reeleição de Amin é a nossa condição número um.”
Duas vagas
Ao decidir se mudar para Santa Catarina, Carluxo interferiu no acordo entre PL e PP, o que levou a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC), favorita ao Senado no estado, a cogitar migrar para o partido Novo, na tentativa de manter a candidatura.
A deputada segue no PL, com o apoio declarado de Carlos a sua candidatura. E Amin, que contava com o apoio de Bolsonaro para se eleger, se prepara para enfrentá-los em outra chapa.
Esse é o custo de se aliar à família Bolsonaro: quem não se submeter totalmente às vontades do clã, ainda que elas não façam muito sentido, corre o risco de ser descartado no meio do caminho.
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