Crusoé: Não tem mais ambiente para Marina Silva
Ministra do Meio Ambiente usou sexismo e alegação de ataques pessoais para escapar das críticas de senadores da região amazônica
A ministra do Meio Ambiente Marina Silva não tem mais lugar neste governo Lula.
Ao ser bombardeada pelos senadores na Comissão de Infaestrutura nesta terça, 27, Marina usou a cartada do sexismo, querendo dizer que estava sendo criticada pelo fato de ser mulher.
Também tentou passar a ideia de que as pressões que recebeu foram ataques pessoais.
Essas foram as duas saídas que ela encontrou para fugir de um duro interrogatório no Senado.
A verdade é que o ambientalismo radical de Marina, que segue a cartilha internacional, não tem mais espaço no Congresso, nem no governo Lula, nem no Brasil.
Biodiversidade
Por princípio, Marina tende a aprovar a criação de reservas e a reclamar de todas as obras de infraestrutura.
Mas este governo Lula é tão desenvolvimentista quanto os dois primeiros mandatos do petista.
Por causa disso, Marina está sedo obrigada a engolir vários sapos.
O maior deles é a prospecção de petróleo na foz do Rio Amazonas, que a Petrobras acabou de dar início.
Marina era contra as atividades da estatal, mas teve de aceitar a prospecção, após pressões intensas de todos os lados.
A exploração é defendida por diversos políticos do Amapá, incluindo vários que são da base do governo.
Entre eles estão Davi Alcolumbre, do União Brasil, que é presidente do Senado.
Outro é Randolfe Rodrigues, líder do PT no Senado.
Senadores de outros estados também defendem uma agenda ecológica que permita atividades econômicas para ajudar no desenvolvimento de seus estados.
Plínio Valério, do PSDB do Amazonas, foi quem protagonizou o último bate-boca de Marina, antes de ela abandonar o ambiente.
Outro que tem a mesma visão é Omar Aziz, do PSD do Amazonas, que é da base do governo.
Quando Marina disse que há países em que 60% do PIB se devem à biodiversidade, Aziz pediu que Marina desse um único…
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Comentários (1)
Fabio B
27.05.2025 17:36Essa tartaruguinha já demonstrou em outras ocasiões que não tem preparo algum para lidar com o contraditório. Sempre que é pressionada, corre para o escudo do vitimismo, como se o simples fato de ser questionada fosse um ataque pessoal de racismo ou sexismo. Seu radicalismo ambiental, totalmente desalinhado com a realidade do país, inviabiliza qualquer diálogo sério sobre desenvolvimento sustentável. E internamente, é conhecida por impor exigências absurdas, mordomias e por tratar mal quem não se curva aos seus caprichos. Uma desqualificada dessas que prefere o palco da lacração ao trabalho técnico e transparente não deveria ocupar cargo público.