Crusoé: Deixem a IA ajudar o eleitor
Visão retrógrada sobre inteligência artificial despreza a capacidade de os brasileiros fazerem suas próprias escolhas
A resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), publicada em 2 de março deste ano, embute uma visão pessimista sobre a inteligência artificial, o que vai prejudicar os eleitores este ano na hora de escolher seus candidatos.
A normativa diz que é vedado aos provedores de aplicação que ofertem sistemas de inteligência artificial “ranquear, recomendar, sugerir ou priorizar candidatas(os), campanhas, partidos políticos, federações ou coligações”.
O texto também veda “emitir opiniões, indicar preferência eleitoral, recomendar voto ou realizar qualquer forma de favorecimento ou desfavorecimento político-eleitoral, de maneira direta ou indireta, inclusive por meio de respostas automatizadas”.
É uma pena.
Os sistemas de inteligência artificial são capazes de analisar uma quantidade de informação muito superior à que o ser humano está acostumado.
Sem essa proibição do TSE, os brasileiros poderiam perguntar para os programas de IA quais seriam os melhores candidatos, com base nos seus perfis e nas suas publicações nas redes sociais.
Também poderia solicitar para a IA comparar várias propostas e levantar o histórico dos postulantes.
As respostas nem sempre seriam as esperadas, podendo gerar dúvidas e novas perguntas por parte do eleitor.
E nada do que a IA apresentasse como resposta poderia ser considerado como uma manipulação eleitoral, uma vez que o eleitor continuaria tendo total liberdade, até mesmo para fazer a mesma pergunta para outras plataformas de IA…
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