Crusoé: A tolerância seletiva dos americanos na Guerra do Irã

11.03.2026

logo-crusoe-new
O Antagonista

Crusoé: A tolerância seletiva dos americanos na Guerra do Irã

avatar
Duda Teixeira
2 minutos de leitura 11.03.2026 15:23 comentários
Análise

Crusoé: A tolerância seletiva dos americanos na Guerra do Irã

“A população americana passou a aceitar ataques cirúrgicos, desde que com baixo custo humano e financeiro”, afirma Lucas de Souza Martins

avatar
Duda Teixeira
2 minutos de leitura 11.03.2026 15:23 comentários 0
Crusoé: A tolerância seletiva dos americanos na Guerra do Irã
Trump em homenagem a militares americanos mortos no Kuwait. Foto: Emily J. Higgins/Casa Branca

Os americanos são refratários a guerras longas no Oriente Médio, são mais propensos a aceitar ações militares breves, como a que está ocorrendo atualmente no Irã.

“Desde os atentados de 11 de setembro de 2001, a população americana passou a aceitar ataques cirúrgicos, operações de contraterrorismo e ações de curto prazo, desde que com baixo custo humano e financeiro”, afirma Lucas de Souza Martins, professor de história americana na Temple University, na Filadélfia.

Crusoé conversou com o professor para entender como o conflito pode repercutir na Casa Branca.

Qual tem sido a capacidade de os Estados Unidos influenciarem os acontecimentos no Irã ao longo da história? Ou seria melhor olhar para a capacidade de o Irã influenciar a política americana?

Durante décadas, especialmente após o golpe de 1953 no Irã, os EUA tiveram enorme influência sobre o Irã, apoiando o xá Reza Pahlevi e moldando sua política externa e militar.

A Revolução Islâmica de 1979 rompeu essa influência de forma abrupta. A dinâmica se inverteu.

A crise dos reféns colocou o Irã no centro da política doméstica americana, prejudicou a imagem internacional dos EUA e contribuiu para a derrota eleitoral de Jimmy Carter, em 1980.

O sr. poderia comparar a atitude de Carter em relação ao Irã com a de Trump?

A postura do presidente Jimmy Carter (1977 a 1981) diante do Irã foi essencialmente reativa. Ele enfrentou uma revolução inesperada, a queda de um aliado estratégico e uma crise de reféns que limitou drasticamente suas opções.

Carter priorizou a diplomacia, tentou evitar uma escalada militar e autorizou apenas uma operação de resgate limitada, que fracassou.

Sua política foi marcada pela contenção e pela tentativa de preservar vidas americanas, mesmo ao custo de parecer indeciso ou fraco aos olhos de parte da opinião pública…

Siga a leitura em Crusoé. Assine e apoie o jornalismo independente.

  • Mais lidas
  • Mais comentadas
  • Últimas notícias
1

O que Vorcaro foi fazer na Venezuela

Visualizar notícia
2

Câmara quer frear reforma da CNH e cogita reduzir idade mínima

Visualizar notícia
3

Novo líder supremo foi ferido em ataque, confirma Irã

Visualizar notícia
4

Moraes autoriza visita de assessor de Trump a Bolsonaro

Visualizar notícia
5

Alfredo Gaspar está de olho no fim da CPMI do INSS

Visualizar notícia
6

Raízen entra com pedido de recuperação extrajudicial

Visualizar notícia
7

Justiça bloqueia R$ 562 milhões do Sindnapi

Visualizar notícia
8

Crusoé: Por que Toffoli e Moraes ainda são ministros? Escárnio

Visualizar notícia
9

Crusoé: A instituição mais queimada pelo escândalo do Master

Visualizar notícia
10

Irã dispara mísseis contra Israel e instalações ligadas aos EUA

Visualizar notícia
1

Toffoli é sorteado relator de pedido para abertura de CPI do Banco Master

Visualizar notícia
2

Quaest: Flávio ultrapassa Lula no eleitorado "independente"

Visualizar notícia
3

Câmara quer frear reforma da CNH e cogita reduzir idade mínima

Visualizar notícia
4

O que Vorcaro foi fazer na Venezuela

Visualizar notícia
5

Valdemar se encontra com Eduardo nos EUA e prega união

Visualizar notícia
6

Moraes autoriza visita de assessor de Trump a Bolsonaro

Visualizar notícia
7

“Mais um habeas corpus impede depoimento na CPMI”, diz Viana

Visualizar notícia
8

Novo líder supremo foi ferido em ataque, confirma Irã

Visualizar notícia
9

A consultoria de R$ 3,6 mi de ACM Neto ao Master e à Reag

Visualizar notícia
10

Crusoé: Big techs entram na mira do Irã

Visualizar notícia
1

Erika Hilton é eleita presidente da Comissão da Mulher na Câmara

Visualizar notícia
2

Endividamento e descrédito institucional. A conta chegou, Lula

Visualizar notícia
3

Crusoé: Boulos prega luta de classes no Uber

Visualizar notícia
4

5 dicas para incentivar o hábito da leitura em crianças e jovens

Visualizar notícia
5

Relatório do escritório da esposa de Moraes “some” dos sistemas da CGU

Visualizar notícia
6

EUA vão ignorar posição governo Lula sobre o PCC?

Visualizar notícia
7

Vieira entrega convite a Kast após Lula cancelar ida ao Chile

Visualizar notícia
8

Defesa de Bolsonaro pede a Moraes antecipação de visita de assessor de Trump

Visualizar notícia
9

5 orações poderosas para os momentos de aflição e dificuldade

Visualizar notícia
10

IA preditiva e generativa: entenda as diferenças e quando as empresas podem usar cada uma delas

Visualizar notícia

Tags relacionadas

Donald Trump Estados Unidos Jimmy Carter
< Notícia Anterior

Crusoé: Flávio e María Corina se encontram no Chile

11.03.2026 00:00 4 minutos de leitura
Próxima notícia >

51% desaprovam o governo Lula, aponta Quaest

11.03.2026 00:00 4 minutos de leitura
avatar

Duda Teixeira

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)

Torne-se um assinante para comentar

Icone casa

Seja nosso assinante

E tenha acesso exclusivo aos nossos conteúdos

Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e a Revista Crusoé.