‘Animal político’ Lula é engolido ‘Animal político’ Lula é engolido
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‘Animal político’ Lula é engolido

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Wilson Lima
3 minutos de leitura 29.05.2024 07:04 comentários
Análise

‘Animal político’ Lula é engolido

Durante a sessão do Congresso, a oposição conseguiu compor uma legião de aproximadamente 320 deputados e 50, 60 senadores

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Wilson Lima
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‘Animal político’ Lula é engolido
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Lula foi engolido nesta terça-feira, 28, pelo Congresso Nacional. Engolido com gosto, sem cerimônia, sem misericórdia. Uma surra como poucas vezes se viu na história política brasileira. Uma derrota que revela o quanto o presidente está ‘nu’, sozinho, e com pouquíssima capacidade de reação junto a deputados e senadores.

Quando Lula foi eleito em 2022, o senso comum (e alguns setores da imprensa) apregoava aos quatro ventos que o petista iria conseguir desatar todo e qualquer nó no Congresso Nacional. Que bastaria uma boa conversa na Granja do Torto ou no Palácio da Alvorada, uma boa prosa e alguns quitutes para que os caminhos da governabilidade se abrissem como em um passo de mágica. Afinal de contas, Lula, com dois mandatos nas costas, teria a experiência que se exige de um líder em tempos tão confusos e estranhos.

Pois bem, a realidade se impôs. De uma vez por todas. E da pior forma.

“Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”

Lula, mesmo com o auxílio de sua tropa de choque, não somente viu seus principais vetos serem derrubados, como foi obrigado a observar, de camarote, a claque bolsonarista comemorar cada derrota do governo com o bordão: “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”.

Para quem não lembra, o Congresso derrubou dois vetos de Lula e acabou com a saída de presos – proposta esta relatada no Senado por Flávio Bolsonaro, filho do Jair Bolsonaro – e impediu o governo federal de financiar ações de movimentos que incentivam a invasão de terras (leia-se o MST) e, de quebra, ainda manteve um veto do ex-presidente Jair Bolsonaro para impedir a prisão de até cinco anos para quem for flagrado financiando ou disparando notícias falsas durante as eleições.

Do ponto de vista político-simbólico, essas derrotas foram mortais ao governo. Principalmente porque o ex-presidente Jair Bolsonaro – considerado pelo petista um neófito, um despreparado, um desarticulado – entrou diretamente na articulação política dessa sessão do Congresso. O bolsonarismo viu-se aliado ao Centrão e as orientações governistas foram seguidas por um universo de 120 deputados e 30 senadores; a oposição conseguiu compor uma legião de uns 320 deputados e 50, 60 senadores.

Base impotente

Lula tentou ganhar no grito, mas teve que se contentar com o silêncio de uma base diminuta e impotente.

Como dito acima: o que se viu nesta terça-feira foi a realidade dos fatos. O governo Lula não tem base no Congresso e agora é hora de o PT entrar no modo sobrevivência. O petista tem sorte que hoje o país não vive aquela convulsão política de 2014, 2015. Caso esse fosse o cenário, Lula seria defenestrado do Palácio da Alvorada. Mas, sem povo na rua, melhor deixar as coisas do jeito que estão.

Governo fraco é uma bênção para o Congresso. Deputados e senadores sabem disso. Por isso, melhor (para eles) deixar as coisas como estão.

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Wilson Lima

Wilson Lima é jornalista formado pela Universidade Federal do Maranhão. Trabalhou em veículos como Agência Estado, Portal iG, Congresso em Foco, Gazeta do Povo e IstoÉ. Acompanha o poder em Brasília desde 2012, tendo participado das coberturas do julgamento do mensalão, da operação Lava Jato e do impeachment de Dilma Rousseff. Em 2019, revelou a compra de lagostas por ministros do STF.

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