“Corrida do ouro azul”: o mineral estratégico para avanços na eletromobilidade
Conhecido como “ouro azul”, o mineral é considerado estratégico para a indústria de veículos elétricos e baterias recarregáveis.
O cobalto está entrando no radar da mineração chilena. Conhecido como “ouro azul”, o mineral é considerado estratégico para a indústria de veículos elétricos e baterias recarregáveis.
Agora, uma empresa de capital americano deu um passo importante para ampliar a exploração desse recurso na região de Atacama, no Chile, em uma operação milionária que pode abrir caminho para um novo polo de mineração.
Por que o cobalto virou um mineral tão disputado?
O cobalto ganhou importância por suas propriedades químicas, especialmente a resistência a altas temperaturas. Sua utilização vai muito além dos automóveis e envolve diferentes setores industriais.
Entre as principais aplicações estão:
- Baterias recarregáveis: componente utilizado na fabricação de baterias para veículos elétricos.
- Indústria metalúrgica: produção de ligas metálicas de alta durabilidade.
- Medicina: utilização em determinados equipamentos de radioterapia.
A expansão da mobilidade elétrica aumentou o interesse internacional pelo mineral, transformando-o em um recurso estratégico.

Quanto vale o novo projeto de mineração no Chile?
A empresa Chilean Cobalt Corp., por meio de sua subsidiária Baltum Minería SpA, assinou um acordo de opção para adquirir novas concessões no distrito de San Juan, próximo a Chañaral, na região de Atacama.
O negócio prevê um pagamento de US$ 28,3 milhões em até dois anos, além de royalties equivalentes a 1,5% da extração mineral quando o empreendimento entrar em operação.
Quais são as dimensões das áreas que a empresa pretende explorar?
O projeto La Cobaltera/El Cofre reúne uma extensa área de concessões minerárias, que poderá permitir a consolidação de um distrito integrado de cobalto e cobre.
Com a nova operação, a companhia amplia seu território de exploração com os seguintes números:
Quais são as dimensões das áreas que a empresa pretende explorar?
Área de concessões que já estava sob controle da empresa.
Novas concessões destinadas à exploração mineral.
Áreas adicionais destinadas à pesquisa e exploração.
Total calculado pela soma das três áreas informadas. Os números representam concessões e áreas de pesquisa, não necessariamente minas em operação.
Segundo a empresa, estudos modernos identificaram extensos sistemas de veios mineralizados na região, reforçando o potencial para novas atividades de mineração.
Quais acordos podem impulsionar o empreendimento?
A consolidação das áreas faz parte de uma estratégia iniciada em 2017, quando a Chilean Cobalt Corp. foi fundada. O presidente e diretor-executivo da companhia, Duncan T. Blount, classificou a operação como um marco para desenvolver o distrito mineral.
A empresa também possui um contrato de venda de concentrado com a Glencore, uma carta de intenção com a US Strategic Metals e um possível financiamento de US$ 375 milhões do banco americano US EXIM Bank para o desenvolvimento do projeto.
Veja mais detalhes sobre a corrida do ouro azul no vídeo abaixo do canal “Grid Digital“.
O Chile pode se tornar um novo produtor de cobalto?
Apesar de possuir potencial geológico, o Chile ainda não ocupa posição de destaque na produção mundial de cobalto. A República Democrática do Congo lidera esse mercado, enquanto o país sul-americano não possui minas de cobalto em operação.
Uma das oportunidades identificadas está nos rejeitos de antigas operações de cobre, que podem concentrar quantidades aproveitáveis do mineral.
A Capstone Copper também identificou potencial para produzir cobalto junto com cobre na mina Santo Domingo, dentro de um plano de investimentos anunciado de US$ 3 bilhões.
Assim, o avanço do projeto em Atacama pode representar uma oportunidade para diversificar a mineração chilena e ampliar sua participação na cadeia global de materiais utilizados pela mobilidade elétrica.
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