Telescópio espacial de 1.450 kg cai na Terra após 22 anos em órbita; NASA tentou evitar o desastre, mas missão de resgate fracassou
O observatório caiu sobre a ilha de Sumatra, na Indonésia, depois que uma tentativa de resgate fracassou.
O telescópio espacial Neil Gehrels Swift, da NASA, encerrou sua trajetória de 22 anos ao reentrar descontroladamente na atmosfera terrestre em 4 de novembro de 2026.
O observatório caiu sobre a ilha de Sumatra, na Indonésia, depois que uma tentativa de resgate fracassou. Apesar da preocupação com possíveis destroços, não havia registro oficial de danos ou vítimas até a divulgação das informações.
Onde o telescópio Swift caiu e o que aconteceu durante a reentrada?
A Força Espacial dos Estados Unidos confirmou que o observatório entrou na atmosfera terrestre às 12h39 GMT de quarta-feira, 4 de novembro, sobre a ilha de Sumatra, na Indonésia. A trajetória não permitiu determinar antecipadamente o ponto exato da queda.
A NASA havia alertado que grande parte da estrutura provavelmente seria destruída pelo calor e pelo atrito atmosférico. Até o momento, a agência não confirmou oficialmente se fragmentos chegaram ao solo.
The Neil Gehrels Swift Gamma Ray Observatory has reentered over Indonesia after Katalyst Space Technologies’ LINK sat failed in its mission to boost the telescope to a higher orbit in July. Swift elucidated the origin of short-duration gamma-ray bursts. https://t.co/awtnYijJPO
— Solvated Electron (@Solvatdelectron) November 4, 2026
Por que a queda do observatório espacial preocupava a NASA?
O risco de o Swift retornar à Terra antes do encerramento de 2026 já ultrapassava 90%. A atividade solar elevada aumentou o atrito atmosférico, acelerando a perda de altitude do equipamento.
Antes da reentrada, as estimativas apontavam uma possibilidade de aproximadamente uma em 2.100 de algum fragmento atingir uma pessoa. Para prolongar a permanência do telescópio em órbita, a agência adotou algumas medidas:
Por que a queda do telescópio Swift preocupava?
A perda de altitude exigiu medidas para tentar prolongar a operação e acompanhar os riscos da reentrada na atmosfera.
Determinados instrumentos foram desligados como parte das medidas para reduzir a resistência e preservar a permanência do observatório em órbita.
A altitude e o deslocamento do telescópio foram acompanhados continuamente para avaliar a aproximação da reentrada atmosférica.
A NASA adotou estratégias para manter as atividades científicas pelo maior tempo possível antes da queda inevitável.
Manter o observatório em funcionamento e acompanhar sua descida enquanto a perda de altitude aproximava o equipamento do fim de sua trajetória orbital.
Como a missão de resgate fracassou antes da queda?
Em julho de 2026, a NASA lançou a missão Link para tentar alcançar o Swift, estabilizá-lo e impulsioná-lo para uma órbita mais segura. Entretanto, o plano não saiu como esperado.
Poucas semanas depois do lançamento, a nave Link começou a girar descontroladamente após apresentar dois problemas técnicos:
- Falhas nas rodas de reação, responsáveis pelo controle de orientação.
- Problemas no sistema de propulsão por gás frio.
A equipe tentou recuperar o controle da espaçonave, mas não conseguiu. A missão retornou à Terra sem realizar o resgate.
Veja a tajetóia da queda do Swift no vídeo abaixo no canal “Chris Quites“.
O que o telescópio Swift descobriu durante 22 anos?
O observatório superou amplamente sua expectativa inicial de funcionamento. Projetado para uma missão de apenas dois anos, permaneceu ativo por 22 anos, contribuindo principalmente para pesquisas sobre explosões de raios gama, fenômenos extremamente energéticos do Universo.
Entre suas características estavam:
Swift superou em 10 vezes sua missão original
Projetado para uma operação relativamente curta, o observatório permaneceu em atividade científica durante mais de duas décadas.
O telescópio permaneceu em operação científica por aproximadamente duas décadas além do período inicialmente planejado.
Por que o fim do telescópio espacial Swift representa uma perda para a astronomia?
Mesmo com o fracasso da operação de resgate, a NASA decidiu aproveitar o observatório até seus últimos momentos, reativando instrumentos que haviam sido desligados anteriormente.
A reentrada de novembro de 2026 encerrou uma missão muito mais longa do que o planejado. O episódio também evidencia os desafios de manter equipamentos científicos em órbita e os riscos envolvidos quando satélites envelhecidos começam a perder altitude.
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