Crusoé: Está nas mãos do PL
Com ampla maioria, sigla de Jair Bolsonaro será decisiva na disputa pelo comando do Senado, mas falta de consenso atrapalha
O Partido Liberal (PL) tem diante de si uma oportunidade que, anos atrás, parecia impossível: conquistar a Presidência do Senado, colocar um dos seus principais quadros no comando da Casa e finalmente dar seguimento a pelo menos um pedido de impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), mais especificamente o algoz de Jair Bolsonaro – Alexandre de Moraes.
Com a maior bancada da oposição e uma articulação que começa a avançar para além dos limites do partido, a legenda acredita que, finalmente, terá condições de encerrar, em fevereiro de 2027, o ciclo de Davi Alcolumbre (União-AP) à frente do Congresso.
A aposta tem nome e sobrenome: Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e ex-ministro do Desenvolvimento Regional no governo Jair Bolsonaro.
Com o apoio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o parlamentar lançou sua candidatura com a expectativa de reunir votos suficientes para enfrentar o atual presidente da Casa.
As contas feitas por integrantes do PL são animadoras. Na largada da articulação, o grupo contabiliza aproximadamente 40 votos, número que o deixaria a apenas um de uma maioria simples de 41 senadores, caso todos os 81 parlamentares participem da votação. A composição inclui 29 integrantes do próprio PL, dois votos do PP, cinco do Republicanos, três do Novo e o apoio declarado de Alessandro Vieira (MDB-SE).
Traições
É uma base expressiva, mas ainda insuficiente para garantir a vitória. A diferença entre chegar à eleição como favorito e efetivamente conquistar a Presidência do Senado dependerá da capacidade de Marinho de atrair dissidentes de outras legendas e de evitar dispersões dentro do PL.
E eis o grande dilema do ex-coordenador da campanha de Flávio.
O atual presidente do Senado, aliás, trabalha justamente com as traições para conseguir se reeleger.
Em suas próprias contas, Alcolumbre acredita…
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