Durigan descarta “fórmula mágica” para economia
Ministro da Fazenda prometeu manter compromisso fiscal após reunião com Lula
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira, 5, que não há “fórmula mágica” para a economia brasileira e que o governo federal manterá “compromissos fiscais”.
Durigan conversou com jornalistas após participar de uma reunião no Palácio da Alvorada com o presidente Lula (PT). O encontro também contou com a presença de ministros, ex-ministros e economistas.
“A gente teve bastante convergência [na reunião], tanto nos diagnósticos quanto nos caminhos para o futuro. Não nos parece haver fórmula mágica e, sim, manutenção dos compromissos fiscais”, disse Durigan.
“Compromisso de seguir melhorando as contas públicas, com a manutenção e reforço do que precisa ser reforçado com as regras fiscais atuais. De modo que a gente siga melhorando tanto os indicadores sociais quanto o resultado das contas públicas do governo“, acrescentou.
Participaram da reunião com o presidente, além de Dario Durigan, o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Bruno Moretti (Planejamento), Miriam Belchior (Casa Civil) e Esther Dweck (Gestão), os ex-ministros Fernando Haddad, Aloizio Mercadante e Guido Mantega, além dos economistas Luciano Coutinho, Eduardo Moreira e Laura Carvalho.
BC interrompe corte de juros
Na quarta, 4, o Banco Central (BC) decidiu interromper o ciclo de cortes da taxa básica de juros, a Selic, e manteve a taxa em 13,75% ao ano.
A taxa permanece acima do patamar registrado em março de 2025, quando estava em 13,25%. O atual ciclo de redução dos juros teve início em março deste ano. Antes disso, a Selic havia permanecido em 15% ao ano desde junho de 2025.
Em comunicado, o Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou que os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, continuam mais elevados do que o habitual, com predominância dos riscos de alta.
“Os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, permanecem mais elevados que o usual, com assimetria altista. Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se (i) uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado, com horizontes mais longos incorporando impactos potenciais de segunda ordem de choques de oferta, relacionados ao petróleo e seus derivados, e a efeitos climáticos sobre a produtividade agrícola e custos de energia; (ii) uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto positivo”, diz o comunicado.
Leia mais: BC interrompe ciclo de cortes e mantém Selic em 13,75% ao ano
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