Parque Jurássico: Fóssil encontrado no Brasil revela possível vestígio de sangue de dinossauro de 115 milhões de anos
A descoberta foi considerada uma das evidências mais fortes já registradas de possíveis células sanguíneas em um fóssil de dinossauro.
Uma descoberta arqueológica feita no interior do Ceará pode mudar o que os cientistas sabem sobre a preservação de tecidos de dinossauros. Pesquisadores identificaram estruturas microscópicas semelhantes a glóbulos vermelhos em ossos fossilizados de um Aratasaurus, dinossauro carnívoro que viveu há aproximadamente 115 milhões de anos.
O achado também revelou sinais químicos associados à hemoglobina, substância responsável pela coloração vermelha do sangue. Apesar da comparação com Jurassic Park, os pesquisadores ressaltam que não encontraram sangue preservado nem DNA intacto do animal.
O que os cientistas encontraram no fóssil de dinossauro brasileiro?
O material pertence à espécie Aratasaurus museunacionali e apresenta estruturas microscópicas que lembram células sanguíneas fossilizadas. Os vestígios foram identificados nos canais vasculares de ossos encontrados em uma mina de gesso no Ceará.
A descoberta foi considerada uma das evidências mais fortes já registradas de possíveis células sanguíneas em um fóssil de dinossauro.
Blood in a dinosaur bone, 115 million years old? 🦖 Researchers report red-blood-cell-like structures and heme, the iron molecule that carries oxygen, inside a leg bone of Aratasaurus, a Brazilian theropod. If confirmed, it’s the oldest dino blood yet. #Dinosaurs #Science https://t.co/IUqdfkZyli
— A1Z9KX2J5H8QW7L3 (@atlaslikeusa) November 4, 2026
Quais características do Aratasaurus chamaram a atenção dos pesquisadores?
O animal era um dinossauro carnívoro, bípede e de porte médio que habitava a região onde hoje fica o Nordeste brasileiro. As análises indicam que o exemplar provavelmente era jovem quando morreu.
Entre as características identificadas estão:
- Idade estimada: aproximadamente 115 milhões de anos.
- Comprimento: cerca de 3,1 metros.
- Idade do animal: aproximadamente quatro anos.
- Espécie: Aratasaurus museunacionali.
- Local da descoberta: uma mina de gesso no Ceará.
Veja mais detalhes sobre a descoberta do Aratassauro no vídeo abaixo do canal “Pê” no Youtube.
Como os pesquisadores identificaram possíveis vestígios de sangue de dinossauro?
Além das estruturas semelhantes a glóbulos vermelhos, os cientistas encontraram sinais químicos relacionados ao heme, uma biomolécula que contém ferro e está associada à hemoglobina.
A combinação entre estruturas microscópicas, mineralização e evidências químicas fortaleceu a interpretação de que os vestígios possuem origem biológica.
Hallan rastros de sangre en un dinosaurio de hace 115 millones de años: ¿cómo es posible? 🦖 Los huesos del Aratasaurus museunacionali, un dinosaurio que vivió hace 115 millones de años, escondían un secreto extraordinario: posibles glóbulos rojos y huellas químicas de su sangre. 🩸 Un descubrimiento que desafía los límites de la fosilización y abre una ventana insospechada a la biología de los dinosaurios. https://t.co/gWtl8amndT
— Enrique Coperías (@CienciaDelCope) November 3, 2026
A descoberta significa que existe DNA de dinossauro preservado?
Apesar da empolgação que a descoberta pode provocar, os pesquisadores fazem uma ressalva importante. O estudo não identificou DNA de dinossauro, nem demonstrou a sobrevivência de material genético intacto.
A preservação de estruturas semelhantes a células e de moléculas relacionadas ao sangue não significa que as informações genéticas originais também tenham resistido ao tempo.
Quais outras pistas sobe o sangue do dinossauro foram encontradas nos ossos fossilizados?
As análises também identificaram evidências químicas de componentes relacionados ao colágeno, proteína estrutural presente nos tecidos dos animais.
Os principais achados incluem:
Quais pistas foram encontradas nos ossos do dinossauro?
Três evidências microscópicas e químicas ajudam a explicar como estruturas biológicas podem resistir por milhões de anos.
Possíveis glóbulos vermelhos
Estruturas microscópicas semelhantes a células sanguíneas foram identificadas no interior dos ossos fossilizados.
Vestígios de heme
Sinais químicos associados ao heme, componente da hemoglobina responsável pelo transporte de oxigênio no sangue.
Aminoácidos do colágeno
Foram identificados aminoácidos relacionados ao colágeno, proteína estrutural presente nos tecidos dos animais.
As evidências sugerem a preservação de possíveis estruturas celulares e sinais moleculares. Isso não comprova a existência de sangue líquido ou DNA intacto de dinossauro.
Publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, o estudo amplia as possibilidades de investigação sobre a biologia de animais pré-históricos e mostra que fósseis podem preservar pistas surpreendentes mesmo depois de milhões de anos.
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