Piscinas naturais em frente à orla e título internacional de cidade das árvores: a capital nordestina no extremo leste do continente
As piscinas naturais atraem visitantes durante os períodos de maré baixa
Algumas capitais crescem de costas para o mar; outras fazem da praia a extensão da sala de casa. João Pessoa, na Paraíba, pertence ao segundo grupo: orla arborizada, mar de cor verde-clara, recifes que viram piscinas na maré baixa e um ponto do mapa que coloca a cidade na borda do continente.
O que significa estar no extremo leste do continente?
O título é real, mas tem alcance preciso. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta a Ponta do Seixas, em João Pessoa, como o ponto mais oriental do Brasil. Vale a ressalva: o marco vale para a parte continental, porque ilhas oceânicas como Fernando de Noronha e o arquipélago de Trindade e Martim Vaz ficam ainda mais a leste.
A definição tem história. Até a década de 1940, muitos geógrafos consideravam a Ponta de Pedras, em Pernambuco, como o extremo leste do país. Em 1941, uma expedição da Marinha mediu os pontos candidatos e fixou a Ponta do Seixas, no Cabo Branco, como o verdadeiro limite, como registra a Revista Brasileira de Geografia.

Alguns números ajudam a entender por que a cidade atrai cada vez mais visitantes:
Por que a capital paraibana ganhou fama de cidade verde à beira-mar?
O verde não fica só nos parques. A cidade está entre as 34 brasileiras reconhecidas no programa Tree Cities of the World, da Arbor Day Foundation e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que distingue municípios pelo cuidado com as árvores urbanas, segundo o jornal oficial A União. Em 2025, a capital sediou o primeiro simpósio nacional das cidades com o selo.
O turismo também ganhou destaque. No Prêmio Caio 2025, uma das principais premiações do setor de eventos do país, a Paraíba levou dois troféus de ouro e um de bronze, como informou o Governo da Paraíba, com a capital como vitrine do estado.

Quais praias e passeios encantam quem visita?
As praias urbanas são o cartão de visitas. Tambaú e Cabo Branco concentram a maior estrutura, com quiosques, restaurantes, aluguel de cadeiras e saída de passeios para as piscinas naturais, de acordo com o Melhores Destinos.
Além da orla, o roteiro inclui o farol que marca o extremo leste, um centro cultural assinado por Oscar Niemeyer e o centro histórico, com igrejas e casarões coloniais.
Mar claro, recifes e história
Entre a orla e o centro antigo, alguns programas resumem o melhor da cidade:
- Piscinas Naturais de Picãozinho: recifes praticamente em frente a Tambaú, alcançados em poucos minutos de barco.
- Piscinas Naturais do Seixas: mais extensas, perto do extremo leste, ideais para observar peixes coloridos.
- Farol do Cabo Branco: no alto da falésia, com vista ampla do mar e da Ponta do Seixas.
- Estação Cabo Branco: centro de ciência, cultura e artes projetado por Oscar Niemeyer.
- Praia do Bessa: mais tranquila, procurada por famílias que preferem menos movimento.
- Centro Histórico: construções coloniais, como o Centro Cultural São Francisco, que contam a origem da cidade.
As praias e os passeios de João Pessoa ganham destaque neste vídeo do canal Fabi Cassol | Minha Praia Viajar, que apresenta atrações e paisagens para conhecer na capital paraibana:
Como planejar praias, marés e deslocamentos?
A maré manda no roteiro. As piscinas naturais só aparecem na maré baixa, e os melhores dias costumam cair nas semanas de lua nova e lua cheia, segundo o guia de passeios do Melhores Destinos. Vale confirmar o horário de saída dos barcos na véspera, nos quiosques da orla de Tambaú.
Para circular com menos deslocamento, a melhor escolha é ficar perto de Tambaú ou Cabo Branco, de onde saem os passeios e onde estão restaurantes e serviços. Como o primeiro semestre concentra as chuvas, o calendário também influencia o sucesso dos passeios ao mar.

Qual é a melhor época para visitar João Pessoa?
De setembro a fevereiro, a chuva é mais rara e o céu aberto favorece praia e passeios de barco, com novembro como o mês mais seco do ano. Entre março e agosto, as chuvas ficam mais frequentes, mas o calor continua e os dias de sol ainda aparecem entre as pancadas.
João Pessoa em cada período do ano
A temperatura muda pouco, mas o volume de chuva varia bastante ao longo dos meses:
Faixas baseadas nas médias climatológicas de 30 anos do Climatempo. As condições podem variar entre os anos por fenômenos como El Niño e La Niña; para a previsão atual, consulte a previsão de 15 dias para João Pessoa.
Uma capital na borda do continente
João Pessoa junta o que muitos destinos de praia não conseguem reunir: mar calmo e claro, recifes a poucos minutos da orla, árvores por toda parte e um centro histórico que guarda a origem colonial da cidade.
Você precisa conhecer João Pessoa e descobrir como é viver uma capital onde o mar, o verde e a história cabem no mesmo passeio.
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