Casal percebe que o carro está superaquecendo durante uma viagem, para no acostamento e descobre quais cuidados precisa adotar para sinalizar a emergência sem colocar outros motoristas em risco
Saiba quais cuidados de sinalização o CTB exige para evitar infrações
Um casal viaja de carro por uma rodovia quando percebe que o indicador de temperatura do motor está subindo rapidamente. Diante do risco de superaquecimento, o motorista decide parar no acostamento para verificar o problema. Embora a pane mecânica possa justificar a imobilização de emergência, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) exige cuidados com a sinalização. O uso do pisca-alerta, o posicionamento do triângulo e a proteção dos passageiros são fundamentais para evitar acidentes.
O que fazer quando o carro começa a superaquecer durante uma viagem?
O superaquecimento pode ocorrer por problemas no sistema de arrefecimento, vazamento do líquido de arrefecimento, falha na ventoinha ou defeitos em outros componentes. Quando a temperatura ultrapassa os limites normais, continuar dirigindo pode provocar danos graves ao motor. Por isso, o condutor deve procurar um local seguro para interromper a viagem, evitando freadas bruscas e mudanças repentinas de direção.
A prioridade é retirar o veículo da faixa de rolamento sem provocar outra situação de risco. Depois de imobilizar o automóvel em segurança, algumas providências são importantes:
- Acionar imediatamente o pisca-alerta para advertir os demais motoristas;
- Desligar o motor quando o veículo estiver parado em segurança;
- Evitar abrir a tampa do reservatório de arrefecimento enquanto o sistema estiver quente;
- Observar se existe fumaça ou vapor saindo do compartimento do motor;
- Manter os passageiros afastados da circulação de veículos;
- Solicitar assistência mecânica ou serviço de guincho quando necessário.
Como o Código de Trânsito Brasileiro determina a sinalização no acostamento?
O artigo 46 do CTB estabelece que a imobilização temporária de um veículo em situação de emergência exige sinalização imediata de advertência. A Resolução Contran nº 36/1998 determina o acionamento do pisca-alerta e a colocação do triângulo, ou equipamento similar, a uma distância mínima de 30 metros da traseira do automóvel. O dispositivo deve ficar perpendicular ao eixo da via e em condição de boa visibilidade. Em curvas, aclives ou locais de visibilidade reduzida, pode ser necessário ampliar a distância, sempre priorizando a segurança de quem realiza a sinalização.

Parar no acostamento por superaquecimento pode gerar multa?
O artigo 181, inciso VII, do CTB classifica como infração leve estacionar no acostamento, salvo por motivo de força maior. Uma pane mecânica que impeça a continuidade segura da viagem pode justificar a utilização desse espaço. Entretanto, a necessidade de parar não dispensa o condutor de cumprir as exigências de sinalização e de adotar medidas para tornar o veículo visível.
Deixar de sinalizar corretamente uma emergência também pode resultar em penalidade. O artigo 225, inciso I, prevê infração grave, com multa e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação, quando o motorista deixa de adotar as providências exigidas para advertir os demais usuários da via. Assim, mesmo diante de um problema mecânico legítimo, permanecer no acostamento sem a sinalização adequada pode representar uma irregularidade.
Quais cuidados protegem os passageiros enquanto o veículo aguarda socorro?
Depois da parada, os ocupantes precisam avaliar o ambiente antes de sair do automóvel. Em rodovias movimentadas, permanecer próximo à faixa de rolamento aumenta o risco de atropelamentos e colisões. Quando houver condições seguras, os passageiros devem se deslocar para uma área protegida, preferencialmente além da defensa metálica existente, evitando atravessar a pista. Também é importante observar as condições do acostamento e a aproximação de veículos.
Durante a espera pelo atendimento, algumas atitudes ajudam a reduzir a exposição aos riscos:
Veículo parado na rodovia: como se proteger
Cuidados para reduzir riscos enquanto você aguarda assistência.
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Afaste-se do veículo
Evite permanecer atrás ou imediatamente à frente do carro parado.
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Não faça reparos na pista
Não tente realizar reparos junto à faixa de circulação.
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Proteja os passageiros
Mantenha crianças e outros passageiros afastados do tráfego.
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Cuidado com o motor
Evite tocar em componentes quentes do motor.
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Informe sua localização
Informe a localização da rodovia e o quilômetro aproximado ao serviço de socorro.
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Acione o atendimento
Solicite ajuda à concessionária responsável ou à Polícia Rodoviária Federal, pelo telefone 191, nas rodovias federais.
Quando o motorista pode voltar a dirigir depois do superaquecimento?
O veículo somente deve retornar à circulação quando a causa do superaquecimento tiver sido identificada e houver condições mecânicas seguras para continuar a viagem. A temperatura aparentemente normal depois de alguns minutos não significa que o defeito tenha desaparecido. Vazamentos, problemas na bomba de água e falhas no sistema de arrefecimento podem provocar novo aumento da temperatura poucos quilômetros depois.
Se houver dúvida sobre o funcionamento do motor, a alternativa mais segura é solicitar um guincho e encaminhar o automóvel para avaliação mecânica. Enquanto o socorro não chega, a sinalização de emergência precisa permanecer adequada às condições da rodovia. O acostamento pode ser utilizado diante de uma pane real, mas a proteção dos ocupantes e a advertência aos demais condutores continuam obrigatórias, especialmente em trechos de alta velocidade e visibilidade limitada.
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