Cresceu 62% em poucos anos: a cidade vizinha de Florianópolis que divide o território entre praias e qualidade de vida
O crescimento populacional acompanha a expansão dos bairros e dos serviços
Há cidades que crescem ao redor de um centro e outras que se espalham entre a serra e o mar. Palhoça, na Grande Florianópolis, em Santa Catarina, faz as duas coisas: a sede urbana cresce colada à capital, enquanto o litoral sul guarda vilas de pescadores, mar calmo para famílias e ondas que atraem surfistas do mundo inteiro.
Por que tanta gente escolheu morar na vizinha de Florianópolis?
Os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram a velocidade da mudança. O município saltou de 137.334 moradores em 2010 para 222.598 no Censo 2022, alta de cerca de 62%, e a estimativa de 2025 já passa de 253 mil habitantes.
Parte desse crescimento tem endereço planejado. O bairro Pedra Branca, desenhado para que as pessoas morem, estudem e trabalhem perto de casa, foi um dos 16 projetos escolhidos para o programa Climate Positive, da Fundação Clinton, segundo a consultoria de engenharia Arup, que participou do projeto. A iniciativa reuniu empreendimentos urbanos de vários continentes interessados em crescer com menos emissões.

Do lado do mar, outro reconhecimento ajuda a explicar por que o nome da cidade circula entre viajantes de vários países:
Qual é a diferença entre a cidade e as praias de Palhoça?
Palhoça tem dois ritmos. A sede, junto à BR-101 e vizinha de São José, concentra comércio, serviços, universidade e bairros residenciais que crescem a cada ano, numa rotina típica de região metropolitana.
Ao sul, a paisagem muda. O litoral se divide em comunidades com identidade própria, e a vila da Guarda do Embaú fica na margem norte do Rio da Madre, que marca a divisa com Paulo Lopes, de acordo com o guia Viagens e Caminhos. Atrás das praias, os morros da Serra do Tabuleiro completam o cenário verde.

Praias e comunidades do litoral palhocense
Cada trecho da costa tem um perfil diferente, do mar calmo às ondas fortes:
- Guarda do Embaú: vila rústica onde se atravessa o rio para chegar à praia, com ondas consistentes e centrinho de bares e restaurantes.
- Prainha: pequena enseada vizinha à Guarda, cercada por morros e parte da área reconhecida pela reserva de surfe.
- Praia da Pinheira: orla extensa e mar mais tranquilo, escolhida por famílias e veranistas.
- Praia de Cima: faixa de areia larga e água calma no fim da enseada, a caminho da Guarda.
- Praia do Sonho e Ponta do Papagaio: estreita faixa de areia que leva a uma península com praias protegidas dos dois lados.
- Enseada de Brito: comunidade de herança açoriana, com casario antigo e tradição de pesca artesanal.
As paisagens e os lugares para conhecer em Palhoça aparecem neste vídeo do canal Meu Nome é Maicon, que apresenta atrações e características dessa cidade localizada no litoral catarinense:
O que faz da Guarda do Embaú uma referência mundial do surfe?
A praia foi aprovada em outubro de 2016 como a nona Reserva Mundial de Surfe do planeta e a primeira do Brasil, título da organização Save The Waves, e recebeu a cerimônia oficial em outubro de 2019, segundo a revista especializada Surfer Today. Ela divide a lista com nomes como Malibu, na Califórnia, e Ericeira, em Portugal.
A fama veio da água. A Guarda já recebeu campeonatos locais, regionais e nacionais, e foi palco de uma etapa juvenil em 2007 que teve no pódio dois futuros nomes do surfe mundial, Gabriel Medina e Filipe Toledo. Até hoje, a vila convive com o surfe e com a pesca artesanal, duas tradições que dividem o mesmo mar.
Como chegar às praias e como é o mar em cada uma?
De carro, o caminho é a BR-101: a Guarda do Embaú fica a cerca de 53 km do centro de Florianópolis, com um acesso final de 6 km a partir da rodovia. De transporte público, a linha 06 parte da Estação Palhoça em direção à Pinheira, à Praia do Sonho e à Guarda.
O mar muda bastante de uma praia para outra. Praia do Sonho, Pinheira e Praia de Cima costumam ter água mais calma, enquanto a Guarda tem ondas fortes e a travessia do rio na chegada. Entre maio e julho, na temporada de pesca da tainha, o surfe fica restrito a pontos específicos, como a Prainha. Por isso, a época da viagem pesa tanto quanto o roteiro na hora de planejar.
Qual é a melhor época para visitar Palhoça?
Para praia, o período mais procurado vai de dezembro a março, quando o calor deixa a água mais agradável e as vilas do litoral ganham movimento. No inverno, as temperaturas caem e a chuva diminui, o que favorece trilhas e passeios com menos gente.
Palhoça em cada estação
Cada período do ano traz temperaturas e volumes de chuva bem diferentes:
Faixas baseadas nas médias climatológicas de 30 anos do Climatempo. As condições podem variar entre os anos por fenômenos como El Niño e La Niña; para a previsão atual, consulte a previsão do tempo para Palhoça.
Uma cidade com dois ritmos e um só mar
Palhoça cresce como poucas cidades do Sul sem perder o lado de vila de pescador. De um lado, bairros novos e a rotina da região metropolitana; do outro, praias onde o dia ainda começa com a travessia de um rio.
Você precisa conhecer Palhoça e descobrir que, a poucos quilômetros da capital, existe uma praia que o mundo do surfe colocou no mapa.
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