Redemoinhos magnéticos minúsculos perderam sua organização diante das câmeras e mostraram um comportamento que ninguém havia filmado assim
A pesquisa teve contribuição de um centro norueguês dedicado inteiramente à spintrônica quântica

O que você vai ver
- O que são os skyrmions, os “redemoinhos” magnéticos minúsculos.
- O que os pesquisadores conseguiram filmar pela primeira vez.
- Como eles manipularam skyrmions individuais durante o processo.
- Por que isso interessa para a computação do futuro.
- Que tipo de tecnologia ainda falta para isso chegar ao mercado.
Pesquisadores registraram, em tempo real e pela primeira vez, o momento em que uma rede organizada de minúsculos vórtices magnéticos se desfaz, abrindo uma nova janela para entender como controlar essas estruturas em futuros dispositivos de computação.
O que são os skyrmions?
Skyrmions são estruturas magnéticas minúsculas, descritas como vórtices, que sob certas condições se organizam em padrões repetidos chamados redes, semelhantes ao arranjo ordenado dos átomos em um cristal, mas em escala muito menor; eles são vistos como uma forma promissora de armazenar informação.

O que foi filmado pela primeira vez?
Uma equipe do Instituto de Física da Universidade Johannes Gutenberg de Mainz, na Alemanha, registrou em tempo real a fusão, ou “melting”, de uma rede de skyrmions, processo que nunca havia sido demonstrado dessa forma antes.
Como os skyrmions individuais foram manipulados?
Ao mesmo tempo em que registravam a desorganização da rede, os pesquisadores conseguiram manipular skyrmions individuais, alterando forma e tamanho durante o próprio processo, o que permite estudar como cada vórtice reage quando a organização coletiva se desfaz.
Por que isso interessa à computação?
Skyrmions são vistos como caminho para memórias menores e mais eficientes em energia, além de abrirem espaço para uma computação inspirada no funcionamento do cérebro, baseada em magnetismo em vez de transistores convencionais, com aplicações também em spintrônica e tecnologias quânticas.

O que ainda falta para uso prático?
Os próprios autores do estudo reconhecem que ainda é necessário desenvolvimento substancial antes que essas estruturas possam ser usadas em dispositivos do dia a dia; a pesquisa teve contribuição do professor Asle Sudbø, da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, que lidera um centro dedicado à spintrônica quântica.
Outra descoberta que só foi possível enxergar com equipamentos de altíssima resolução é a colcha de retalhos cristalina escondida dentro de um supercondutor estudado há 40 anos.
Mais detalhes sobre o estudo estão disponíveis na publicação original no ScienceDaily.
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