Durigan fala em “ajuste gradual” ao despistar sobre agenda de Lula
"Nós estamos tratando de um ajuste gradual que respeite os compromissos de campanha", disse o ministro da Fazenda
O ministro da Fazenda, Dario Durigan (foto), negou nesta terça-feira, 3, que Lula tenha uma reunião agendada com André Lara Resende para tratar de uma política econômica que limitaria a taxa básica de juros, defendida pelo economista em artigo publicado em setembro.
“Acho que o presidente tem direito de se encontrar com quem ele quiser. O que eu tenho dito é que até agora não tem nenhuma agenda colocada. Há uma precipitação muito grande sobre com quem o presidente vai falar ou não, porque não há agenda colocada”, disse o ministro a jornalistas.
“Então, eu estou esclarecendo um tema fático. O presidente não tem agenda com outros economistas. Ele tem tido agenda comigo. E, nas agendas comigo, nós não estamos tratando de nada que justifique ao mercado ter uma posição de medo”, acrescentou Durigan.
O jornal O Globo informou no sábado, 1º, que Lula tinha uma reunião marcada com Lara Resente para esta semana. A informação deflagrou intensos debates nas redes sociais sobre as propostas do economista, que se notabilizou por ser um dos formuladores do Plano Real, mas também do Plano Cruzado, e tem defendido políticas heterodoxas nos últimos anos.
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“Ajuste gradual”
“Nós estamos tratando de um ajuste gradual que respeite os compromissos de campanha, que seja justo em relação aos mais pobres, em relação à progressividade que é necessária ser buscada no nosso sistema. Então, veja, com toda a tranquilidade, melhorando as contas públicas, melhorando a vida das pessoas, o presidente vai ter tempo para responder [a] todas essas angústias que estão aparecendo. Nós temos agora uma semana [do fim] das eleições e o presidente vai se debruçar ainda mais sobre os temas, que eu tenho levado a ele, e nós vamos dar as respostas necessárias o quanto antes”, prometeu o ministro.
O Ibovespa, principal índice da B3, caía 1,6% no início da da tarde desta terça e o dólar operava em alta de 1,43%, a 5,5 reais, entre outras razões pelas dúvidas sobre o futuro econômico do governo.
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