A letra num bilhete de 1977 achado dentro de uma garrafa no deserto egípcio foi reconhecida pela própria irmã do geofísico que a escreveu
O autor do bilhete morreu em 1998 sem nunca saber que a mensagem seria encontrada quase 30 anos depois

O que você vai ver
- Onde e como a garrafa foi encontrada.
- O que o bilhete dentro dela dizia.
- Como a família do autor foi localizada décadas depois.
- Quem era o autor do bilhete.
- Por que o deserto conseguiu preservar o objeto por quase 50 anos.
Uma garrafa abandonada no deserto egípcio guardou, por quase 50 anos, um bilhete manuscrito que acabou reconhecido pela própria irmã do homem que o escreveu.
Onde a garrafa foi encontrada?
O guia Suleiman Zidan explorava uma área rochosa na região de Wadi Jadid, no Deserto Ocidental do Egito, quando encontrou a garrafa parcialmente coberta de areia, décadas depois de ter sido deixada ali.

O que o bilhete dizia?
O papel dentro da garrafa trazia a data de maio de 1977, o nome Tom Moran, o código de trabalho “Party 6305” e a indicação de um endereço ligado à ilha de Malta.
Como a família foi localizada?
Suleiman e seu primo Ayman Zidan enviaram uma foto do bilhete ao jornal maltês Times of Malta, na esperança de localizar parentes do autor; a irmã dele, Carmen Rossiter, reconheceu a própria letra do irmão na imagem publicada, confirmando a identidade décadas depois.
Quem era o autor?
Tom Moran era um geofísico maltês que trabalhou no Egito para uma companhia norte-americana de exploração de petróleo; ele morreu em 1998, aos 54 anos, sem nunca saber que a mensagem deixada durante sua passagem pelo país seria encontrada tantos anos depois.

Por que o deserto preservou o objeto?
Regiões desérticas como essa combinam baixíssima umidade, chuva rara e ausência de agentes biológicos capazes de decompor papel e vidro rapidamente, condições que ajudam a explicar por que um objeto tão simples conseguiu atravessar quase meio século quase intacto sob a areia.
Objetos comuns que guardam histórias pessoais inteiras também aparecem na reportagem sobre Chiricahua, a formação rochosa que virou parque nacional cem anos depois de uma erupção vulcânica.
Mais detalhes sobre o achado estão disponíveis na reportagem original do Itatiaia.
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