Pesquisadores da Universidade de Lund descobriram que o noitibó-europeu gera impulso para frente até no movimento de subida da asa, truque raro entre aves
O comportamento encontrado nessa ave era associado até agora principalmente a morcegos e insetos, não a pássaros

O que você vai ver
- Que ave foi estudada e por quem.
- Por que as asas largas ajudam na caça, mas atrapalham na migração.
- Que descoberta extra surpreendeu os pesquisadores.
- Por que esse comportamento é raro entre aves.
- Para que essa descoberta pode servir fora da biologia.
Pesquisadores da Universidade de Lund descobriram que o noitibó-europeu gera impulso para frente mesmo durante o movimento de subida da asa, comportamento raramente documentado em aves.
Que ave foi estudada?
A equipe, formada por L. Christoffer Johansson, Gabriel Norevik, Sonja Friman e Anders Hedenström, estudou o noitibó-europeu (Caprimulgus europaeus), ave noturna caçadora que migra todos os anos entre a Europa e o sul da África, percorrendo milhares de quilômetros.
Churring of a European Nightjar (Caprimulgus europaeus), with a Common Reed Bunting, recorded by Mark Constantine in Studland, Dorset, England, 03:26, 16 June 2010. (Photo: René Pop, Belarus, 12 May 2003.) @xenocanto @dutchbirding @SoundApproachUK https://t.co/q0MdHKmeHx
— Mark Constantine (@Markatlush) June 16, 2020
Por que as asas largas ajudam e atrapalham?
As pontas largas das asas do noitibó provavelmente ajudam na manobra durante o voo lento necessário para caçar insetos, mas essa mesma característica se torna uma desvantagem em velocidades maiores, já que as asas passam a gerar sustentação de forma menos eficiente justamente quando a ave precisa voar rápido na migração.
Que descoberta extra surpreendeu?
Durante o movimento ascendente da asa, chamado upstroke, o noitibó continua gerando empuxo para a frente, em vez de apenas recolher a asa sem produzir força útil, como costuma acontecer na maioria das aves.
Por que isso é raro?
Esse tipo de empuxo contínuo durante o upstroke era associado principalmente a morcegos e insetos, não a aves, o que torna o noitibó um caso incomum de convergência entre grupos de voadores batedores de asa muito diferentes entre si.
Wingclaps, calls and churring of a male European Nightjar (Caprimulgus europaeus) recorded by Arnoud B van den Berg at Dar Essalam, Rabat, 22nd June 2010. (Photo: René Pop, Texel, Noord-Holland, Netherlands, 19th June 2020) @dutchbirding @xenocanto @SoundApproachUK https://t.co/qzTTydgKia
— Mark Constantine (@Markatlush) June 22, 2023
Para que isso pode servir?
Os próprios autores descrevem as asas do noitibó como um compromisso entre demandas diferentes, e sugerem que entender essa técnica de geração de empuxo durante o upstroke pode inspirar o projeto de drones e aeronaves robóticas com asas batentes mais eficientes.
Soluções biológicas que equilibram demandas opostas de movimento também aparecem na reportagem sobre as imagens noturnas de satélite que mostraram o apagão causado por um furacão na costa americana.
Mais detalhes sobre a pesquisa estão disponíveis na reportagem original do ScienceDaily.
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